Polícia Montada do Canadá/AFP
Polícia Montada do Canadá/AFP

Mulher comandará pela primeira vez a Polícia Montada do Canadá

A nova diretora trabalha há 32 anos na instituição e já participou de missões da ONU na antiga Iugoslávia e no Haiti

EFE

09 Março 2018 | 17h03

TORONTO - O governo do Canadá nomeou nesta sexta-feira, 09, pela primeira vez na história, uma mulher, Brenda Luki, para o comando da Polícia Montada do país, uma instituição criada em 1920 e que é responsável pela segurança em nível federal.

A nomeação de Lucki como diretora da Polícia Montada foi anunciada pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, durante um evento realizado em uma academia da instituição em Regina. Ela substituirá Bob Paulson, que saiu do cargo em junho de 2017.

"Lucki é absolutamente a melhor pessoa para o trabalho. É uma coincidência que ela seja mulher", destacou o premiê.

A nova diretora trabalha há 32 anos na Polícia Montada e até então comandava a academia. Anteriormente, ela participou de missões da ONU na antiga Iugoslávia e no Haiti.

A indicação ocorre em um momento no qual a Polícia Montada do Canadá, uma das instituições mais conhecidas do país em nível internacional, está afetada por uma série de escândalos.

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Centenas de mulheres da Polícia Montada denunciaram nos últimos meses a existência de uma cultura de assédio sexual no órgão.

No ano passado, a Justiça do Canadá obrigou o governo a pagar US$ 68,5 milhões a cerca de mil mulheres que serviram na Polícia Montada desde 1974 e que foram assediadas por outros agentes.

Em 2016, Paulson, ainda diretor, pediu oficialmente desculpas pelo assédio e pela discriminação sofrida pelas agentes mulheres.

A Polícia Montada também é acusada de racismo sistemático contra a população indígena do país. O órgão teve que reconhecer que não deu devida atenção ao desaparecimento e assassinato de milhares de mulheres e crianças indígenas nas últimas décadas. /EFE

 

 

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