Na despedida, papa deseja aos EUA um futuro de 'renovada fé'

Neste domingo, Bento XVI rezou pela paz no local dos atentados de 11/9 em Nova York

Efe,

21 de abril de 2008 | 00h52

O papa Bento XVI se despediu neste domingo, 20, dos Estados Unidos desejando que o futuro traga ao país "uma maior solidariedade, um crescente respeito recíproco e uma renovada fé". Ele chegu em Roma por volta das 4h35 de Brasília.  Veja tambémPapa Bento XVI visita Marco Zero Fotos da missa campal em estádio de Washington Visita de Bento XVI aos EUA é mais pastoral que políticaPapa diz que sociedade dos EUA pode minar fé Católica Na cerimônia de despedida no aeroporto John Fitzgerald Kennedy, Bento XVI fez um repasse destes seis dias de visita a Washington e Nova York e mostrou seu agradecimento "às autoridades civis e voluntários que sacrificaram seu tempo e energia para assegurar o sereno desenvolvimento da viagem". Mais de 5.000 católicos esperavam em um dos hangares do aeroporto nova-iorquino para se despedir do chefe da Igreja Católica, para quem um coro interpretou diversos hinos religiosos. Para o pontífice, um dos momentos mais "significativos" da viagem foi o discurso perante a Assembléia Geral das Nações Unidas, e avaliou "tudo o que a organização alcançou para defender e promover os direitos fundamentais de todo homem, mulher e criança de qualquer parte do mundo". Encorajou, além disso, que a ONU continue se esforçando sem desfalecer na promoção da coexistência justa e pacífica entre os povos e as nações. O vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, que acompanhou o pontífice em sua despedida ressaltou que "esta semana foi memorável para os americanos", e pediu ao papa, a quem chamou "mensageiro da paz e da justiça", que tenha este país em suas preces. Bento XVI assegurou que para sempre ficará "gravada" em sua memória a visita deste domingo à Zona Zero, onde caíram as Torres Gêmeas após os atentados terroristas do dia 11 de setembro de 2001, onde morreram quase 3.000 pessoas. "Continuarei rezando pelos que morreram e pelos que sofrem as conseqüências da tragédia que aconteceu em 2001, e pelos Estados Unidos para que o futuro traga uma maior solidariedade, um crescente respeito recíproco e uma renovada fé", afirmou. O Papa explicou que estes dias nos Estados Unidos foram "benditos por muitas e inesquecíveis experiências do sentido de hospitalidade dos americanos" e agradeceu ao país "sua amável recepção". O agradecimento se estendeu ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao vice-presidente, Dick Cheney e aos prefeitos de Washington, Adrian Fenty, e de Nova York, Michael Bloomberg. Além disso, mostrou seu reconhecimento por ter sido testemunha da fé e da devoção da comunidade católica deste país, destacando os encontros com os líderes das outras religiões cristãs e de outras confissões. Durante sua estadia nos Estados Unidos, Bento XVI completou 81 anos, na quarta-feira passada, e três anos como chefe da Igreja Católica, em 19 de abril.

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