Na Flórida, Obama promete restaurar economia e ambiente do Golfo

Declarando as praias na costa do Golfo do México "abertas para negócios", o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitou a Flórida neste sábado e prometeu restaurar a economia e o meio ambiente da região, prejudicados pelo vazamento de óleo de uma plataforma da petrolífera BP.

ROSS COLVIN, REUTERS

14 de agosto de 2010 | 16h58

Obama, em sua quinta visita à região desde que um poço no mar do Golfo do México se rompeu em 20 de abril, conversou com empresários locais para ouvir suas preocupações com o impacto do pior derramamento marítimo de petróleo do mundo.

"Não ficarei satisfeito até que o meio ambiente seja restaurado, não importa quanto tempo isso leve", disse a jornalistas após o encontro.

O presidente e sua família estão em uma viagem de final de semana a Panama City, como parte de uma tentativa de estimular mais turistas a visitar as famosas praias de areia branca da Flórida, que sofreram apenas impactos marginais com o vazamento.

"Também quero apontar que, como resultado do esforço de limpeza, as praias ao longo da costa do Golfo (do México) estão limpas, seguras e abertas para negócios", afirmou.

As taxas de aprovação de Obama vêm diminuindo devido à insatisfação pública --principalmente das comunidades da costa do Golfo-- com a atuação do governo em relação ao vazamento.

O governo está na berlinda desde o início da crise por aparentemente delegar à BP uma responsabilidade excessiva na gestão do vazamento. A empresa britânica tentou várias vezes minimizar o tamanho do desastre.

O governo tem tido dificuldades para dissipar essa percepção, apesar de rapidamente tentar recuperar o terreno perdido.

A BP está finalizando as obras para fechar o poço Macondo, que foi provisoriamente tapado após jorrar uma quantidade estimada de 4,9 milhões de barris de petróleo no Golfo do México.

Nos comentários feitos neste sábado, Obama disse que considera "inaceitável" quaisquer atrasados da BP ou das autoridades em pagar as indenizações aos indivíduos afetados pelo vazamento.

O presidente vem sendo pressionado a aproveitar parte de suas férias de verão na região do Golfo para demonstrar solidariedade com os milhares de pescadores e trabalhadores do setor de turismo, cujos empregos têm sido ameaçados pelo derramamento de óleo.

Embora a Flórida tenha escapado quase ilesa, outros Estados, como Louisiana, Mississippi e Alabama, foram duramente atingidos pelo incidente e são o foco nas operações de limpeza da BP.

O petróleo contaminou ecossistemas aquáticos sensíveis e pântanos, sujou quilômetros de praias e forçou a paralisação das atividades em ricas regiões pesqueiras.

Donos de hotéis, operadores de turismo e outros empresários apresentaram milhares de reclamações à BP sobre os prejuízos, dizendo que o vazamento afastou muitos turistas durante o lucrativo verão. A companhia britânica criou um fundo de 20 bilhões de dólares para pagar as indenizações.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAOBAMABP*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.