Na Indonésia, Obama ressalta aproximação com muçulmanos

Em visita à maior nação islâmica do mundo, presidente americano diz estar 'no caminho certo'

PATRICIA ZENGERLE, REUTERS

09 de novembro de 2010 | 13h26

Obama se encontra com o presidente Indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.  

JACARTA - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira que os esforços de Washington para se aproximar do mundo muçulmano são firmes e ajudarão a melhorar a segurança nos Estados Unidos, embora tenha reconhecido que ainda há muito trabalho a se fazer.

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Obama chegou nesta terça-feira à Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo, em uma viagem adiada por duas vezes. Antes de deixar a nação na quarta-feira, Obama quer fazer um grande discurso para todo o mundo muçulmano, que colocará a Indonésia como um exemplo de democracia emergente e sociedade tolerante.

"A respeito da aproximação com o mundo muçulmano, eu acho que nossos esforços são sérios e sustentados", afirmou o presidente norte-americano em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

"Não esperamos eliminar completamente alguns dos mal-entendidos e a desconfiança que desenvolvemos por um grande período de tempo, mas achamos que estamos no caminho certo", acrescentou.

Obama ainda tem grande apoio da Indonésia, mesmo que a confiança em seu trabalho tenha caído em outros países muçulmanos desde que ele fez um discurso direcionado ao mundo islâmico no Cairo, em 2009.

As longas guerras dos EUA no Afeganistão e no Iraque, países muçulmanos, fizeram seu apoio cair, além do impasse nas negociações de paz entre Israel e palestinos.

Obama descreveu uma série de esforços que os EUA estão fazendo para se aproximar dos muçulmanos, incluindo iniciativas de educação e negócios, como um encontro que Obama realizou, no ano passado, com empresários muçulmanos de todo o mundo em Washington.

"Ampliar as relações fortalece o processo, constrói confiança e cria maior contato pessoa com pessoa", afirmou Obama.

"Isso será bom para a nossa segurança, mas também será bom para um processo maior de entendimento entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano. Creio que é um projeto incompleto e que temos muito trabalho a fazer. Isso não vai eliminar ou substituir alguns diálogos duros sobre assuntos de políticas concretas."

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