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Na ONU, Obama pede nova era de comprometimento

Em seu 1º discurso, ele pediu pelo maior compromisso da comunidade internacional nos desafios globais

Reuters e Agência Estado,

23 de setembro de 2009 | 12h11

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira, 23, por uma "nova era de comprometimento" dos líderes mundiais e prometeu trabalhar junto com os outros países enquanto defende os interesses dos Estados Unidos. "Chegou o momento de o mundo seguir uma nova direção. Devemos adotar uma nova era de comprometimento baseada no interesse e no respeito mútuo", disse Obama em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU.

 

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Obama disse que o descontentamento internacional com o unilateralismo dos EUA alimentou um antiamericanismo que, em algumas ocasiões, serviu como desculpa para a falta de ação coletiva. "Aqueles de recriminam a América por agir sozinha no mundo não podem agora ficar de lado e esperar que a América resolva todos os problemas do mundo sozinha. "Se formos honestos conosco, precisamos admitir que não estamos cumprindo essa responsabilidade."

 

"Venho para vocês humildemente, consciente dos desafios que a História nos impõe. Estou no cargo há 9 meses, mas parece muito mais tempo. Estou ciente das expectativas que minha presidência traz.

"Há um descontentamento com o status quo que nos define pelas diferenças. Há a esperança que a mudança é possível", diz Obama. "Muitos veem a América com suspeitas, devido a escolhas erradas. Em questões cruciais, meu país agiu unilateralmente, que gerou um sentimento antiamericano". "Nunca vou me desculpar por defender meu povo. Mas em 2009, mais do que em qualquer momento da história, nossos metas são uma só", disse o líder norte-americano, após receber calorosos aplausos dos representantes dos países membros das Nações Unidas.

 

Obama citou algumas de suas ações desde que assumiu a Presidência. "Proibimos a tortura nos EUA. Mandei fechar Guantánamo e iremos combater o extremismo dentro da lei"; "estamos acabando responsavelmente com a guerra no Iraque e saeremos de lá até 2011"; "iremos trabalhar coletivamente para derrotar a Al-Qaeda. No Paquistão e no Afeganistão, estamos lutando para derrotá-los"; "estabeleci metas para reduzir o número de armas nucleares no mundo em parceria com a Rússia"; "os EUA estão lutando pela implementação de dois Estados, Israel e Palestina"; "estamos investindo para nos tornarmos líderes na luta contra o aquecimento global, investindo bilhões de dólares em energias renováveis"; "estamos lutando para tirar a economia americana da crise"; "voltamos a participar das Nações Unidas e voltamos ao Conselho de Direitos Humanos".

 

Segundo Obama, o mundo só atingirá a paz se reconhecer que todas as nações têm direitos e responsabilidades. Ele citou "quatro piolares para o futuro de nossos filhos". O primeiro deles é a não proliferação nuclear. "Se falharmos, convidaremos o mundo a várias corridas armamentistas regionais. O próximo ano será crucial para isto. "Estou comprometido com a diplomacia que abre um caminho para a maior prosperidade e uma paz mais segura para as nações se elas cumprirem suas obrigações", disse ele. "Mas se os governos do Irã e da Coreia do Norte... assumirem os riscos da corrida pelas armas nucleares tanto na Ásia como no Oriente Médio - então eles devem ser impedidos", acrescentou. Os dois países já foram alvos de sanções no Conselho de Segurança da ONU, por seus programas nucleares, mas se recusam a interrompê-los.

 

O segundo é a busca pela paz. "Não permitiremos um abrigo para a Al-Qaeda em qualquer lugar do mundo".  "Nosso esforço pela paz não impede nossa luta contra o terrorismo". "Em países devastados pela violência, trabalharemos com a ONU pela paz". Trabalharei por um acordo entre Israel, palestinos e o mundo árabe". "É tempo de negociar sem pré-condições".

 

O terceiro item citado foi a preservação do planeta, e o presidente americano se comprometeu a promover a energia renovável e compartilhar tecnologia "verde" com os demais países do mundo. "O perigo das mudanças climáticas não pode ser negado. Faremos cortes profundos nas emissões e investiremos em energia limpa. As nações ricas devem aceitar nossa obrigação de liderar. Mas a responsabilidade não acaba ali", diz Obama. "É muito difícil mudar nossa matriz energética, ainda mais em tempos de crise, mas não podemos desistir".

 

O quarto foi uma economia que dê oportunidade para todos. "Os EUA ainda estão lutando para se recompor. Vemos sinais positivos, mas ainda existem muitas incertezas pela frente". "Na reunião do G-20, lutaremos por uma recuperação sustentável. Colocaremos fim à ganância que nos colocou nesta crise".

 

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