Narcotraficante mexicano se declara culpado nos EUA

Declaração faz parte de um acordo das autoridades locais que livra Javier Arellano Felix da pena de morte

Reuters,

18 de setembro de 2007 | 02h19

O líder do cartel de drogas mais famoso do México se declarou culpado na segunda-feira, 17, de dirigir uma empresa criminal e de lavar dinheiro. A declaração foi feita diante da corte federal americana e faz parte de um acordo das autoridades locais que livra Javier Arellano Felix da pena de morte. Felix, de 37 anos, será condenado a prisão perpétua sem o benefício da liberdade condicional em novembro e a pagar uma multa de 50 milhões de dólares, disseram os promotores públicos. No fim de semana, eles decidiram não buscar a pena de morte contra Arellano e na segunda-feira desistiram de acusá-lo de assassinato, tráfico de droga e crime organizado como parte do acordo. Arellano Felix admitiu na corte federal de San Diego que sua organização com base em Tijuana usou a violência para dirigir o envio de cocaína e maconha para os Estados Unidos. Manuel Arturo Villareal-Heredia, ajudante de Arellano, se declarou culpado por crime organizado e lavagem de dinheiro e será condenado a 30 anos de prisão, disseram as autoridades. Javier Arellano Felix é o mais novo de cinco irmãos que, segundo os promotores, controlaram a Organização Arellano Felix durante 15 anos. Ele foi preso pela Guarda Costeira dos EUA em um barco de pesca em água internacionais em agosto de 2006 e desde então ficou preso em San Diego. Há duas semanas, Benjamin Arellano Felix foi condenado no México a 22 anos de prisão por tráfico de drogas e crime organizado. O único irmão em liberdade é Francisco Eduardo. Ramon foi morto em um tiroteio com a polícia em 2002 e Francisco Rafael foi extraditado para os Estados Unidos após passar uma temporada preso no México.

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