Negociador dos EUA vê avanços cautelosos na Coréia do Norte

Diplomata diz que discussão foi substancial e duradoura, mas fim de programa nuclear está distante

Agências internacionais,

03 de outubro de 2008 | 10h18

O negociador nuclear dos Estados Unidos para a Coréia do Norte, Christopher Hill, disse nesta sexta, 3, que as negociações com a Coréia do Norte foram substanciais e duradouras, mas não deu indicações de progresso na tentativa de convencer o país comunista a interromper o programa nuclear.   Veja também:Japão prorrogará sanções econômicas à Coréia do NorteRússia pede suspensão do programa nuclear norte-coreano   O secretário assistente de Estado Christopher Hill retornou a Seul após uma viagem de três dias à Coréia do Norte, com a missão de atenuar a tensão que surgiu recentemente, depois que Pyongyang se articulou para recomeçar o programa nuclear.   O secretário assistente do departamento de Estado passou a quinta-feira na Coréia do Norte depois de encontrar o negociador norte-coreano, Kim Kye Gwan, em um convite privado, como disseram os oficiais americanos.   "Agora, nós veremos o que esta discussão rendeu", disse o porta voz do departamento de Estado Sean McCormack em Washington, na terça, sem dar detalhes.   A Coréia do Norte começou a desabilitar uma unidade de processamento nuclear em Yongbyon - mas parou abruptamente em meados de agosto, citando a recusa de Washington em remover o país da lista negra do terrorismo. Os Estados Unidos reforçam que o acordo solicitava que a Coréia do norte enviasse um relatório da verificação do montante nuclear - um pedido que Pyogyang recusou.   O desafio da Coréia do Norte vem em meio à preocupação com o estado de saúde do líder autoritário Kim Jong Il. Il, com 66 anos, não vem sendo visto em público desde que declarou ter sofrido um derrame cerebral em agosto.   Hill telefonou na quinta-feira de Pyogyang para dizer que ele ficaria na Coréia do Norte por mais um dia, mas não deu detalhes da discussão sobre a segurança das comunicações, segundo McCormack disse em Washington.   Ele afirmou que Hill não apresentou propostas de mudanças significativas para o esquema de verificação, mas deu sugestões quanto ao cronograma do processo, talvez envolvendo o principal aliado da Coréia do Norte, a China.   "Houve vários planos no passado onde instrumentos, declarações etc. foram feitos com Pequim e depois divididos com outros partidos, enquanto outros compromissos dos cinco partidos foram adiante", disse McCormack.   Em todo caso, não ficou claro na sexta como Pyogyang reagiu à medida esboçada para recuperar o pacto de desnuclearização.   "A bola está no campo dos norte coreanos", reiterou McCormack.   As duas Coréias, por enquanto, tiveram sua primeira conversa em oito meses na quinta, dentro da zona desmilitarizada.   As conversas militares foram breves, com a Coréia do Norte pedindo que a Coréia do Sul parasse de enviar panfletos com críticas ao seu líder político para além da fronteira. Oficiais ameaçaram expulsar os sul coreanos que trabalham em projetos em conjunto com a Coréia do Norte se este tipo de propaganda não terminar, conforme informou a agência de notícias oficial da Coréia do Norte KCNA.   As duas Coréias concordaram em 2004 em terminar oficialmente as décadas de batalhas retóricas utilizando panfletos, auto falantes e redes de rádio. De qualquer forma, ativistas ainda enviam balões para o território norte-coreano carregando folhetos anti Kim Jong Il - e às vezes, até faturas de um dólar.

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