Níveis de radiação perto de Fukushima estão 'extremamente altos', dizem EUA

Washington instruiu civis e militares a ficar ao menos 80 km longe da usina no nordeste do Japão

estadão.com.br

16 de março de 2011 | 16h29

 

WASHINGTON - O diretor da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, Gregory Jaczko, afirmou ao Congresso americano nesta quarta-feira, 16, que os níveis de radiação ao redor da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, estão 'extremamente altos' e podem ameaçar de forma letal os agentes de emergência.

 

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"Acreditamos que nos arredores do reator há altos níveis de radiação", afirmou Jaczko, durante audiência do Subcomitê de Comércio e Energia da Câmara dos Deputados. "Seria muito difícil para os agentes de emergência chegar perto dos reatores. As doses a que eles poderiam ser submetidos seriam potencialmente letais num curto período de tempo", esclareceu.

 

Jaczko disse que a agência, o principal órgão regulador nuclear dos EUA, tinha informações muito limitadas sobre o que estava acontecendo na usina de Fukushima e que não queria especular muito sobre o assunto. Ele afirmou ainda que seu país não será afetados pela radiação e que a área de isolamento ao redor da instalação nuclear era menor do que a sugerida pela agência.

Jaczko relatou alguns dos problemas nos reatores de Fukushima. Todos os seis dispositivos apresentaram problemas no sistema de refrigeração. Houve explosões em alguns deles, incêndios em outro e os núcleos de três deles sofreram danos. As autoridades japonesas lutam contra o que poderia se transformar em um desastre nuclear.

 

Preocupado com a exposição à radiação sobre seus soldados, os EUA informaram que não permitirão que seus militares entrem em uma área que compreende um raio de 80 quilômetros da usina, segundo informações do coronel David Lapan, porta-voz do Pentágono. Os civis que moram nessa área de Fukushima foram instruídos pela embaixada a deixar o local ou ficar dentro de casa.

 

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