Ralph Russo/AP
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Nordeste dos EUA tenta retomar normalidade após impacto de Sandy

Passagem de ciclone tropical pela Costa Leste do país matou 48 pessoas; prejuízos devem chegar a US$ 20 bi

Reuters

31 de outubro de 2012 | 07h50

NOVA YORK - Milhões de pessoas em todo o Nordeste dos EUA, atingidas pela enorme tempestade Sandy, tentarão retomar a vida normal nesta quarta-feira, 31, com a reabertura dos mercados, das empresas e de aeroportos, apesar das projeções sombrias de falta de energia e sem transporte coletivo por vários dias.

 

A seis dias da eleição de 6 de novembro, o presidente Barack Obama vai visitar áreas devastadas na costa de Nova Jersey, onde a tempestade chegou ao continente na segunda-feira. Seu guia será o governador republicano Chris Christie, um aliado expressivo de seu rival na disputa pela Casa Branca, Mitt Romney, que, no entanto, tem elogiado Obama e a resposta do governo federal à tempestade.

O ciclone Sandy, que já matou 48 pessoas nos Estados Unidos, avançou em direção ao interior e fez nevar nas montanhas do Apalache. A tempestade continua movendo-se devagar sobre a Pensilvânia, e deve seguir para o norte em direção ao oeste do Estado de Nova York e ao Canadá, informou o Serviço Nacional de Meteorologia. Foram emitidos alertas de nevascas e avisos de enchentes na costa para as margens dos Grandes Lagos.

Atingida por um aumento recorde do nível da água, de cerca de 4,2 metros, Nova York ficou parcialmente submersa. No bairro de Staten Island, a polícia usou helicópteros para retirar moradores presos em telhados. Do outro lado do rio Hudson, em Hoboken, Nova Jersey, a Guarda Nacional ajudou moradores a bombear para fora a água da enchente de suas casas, informou a prefeitura no Twitter.

Mais de 8,2 milhões de casas e empresas ficaram sem energia elétrica em vários Estados, conforme árvores derrubadas pelos ferozes ventos destruíram linhas de energia. Em Nova Jersey, o governador Christie disse que poderia levar de sete a 10 dias antes de a energia ser reestabelecida em todo o Estado.

Trilhos do metrô e túneis subterrâneos de Nova York, que transportam vários milhões de pessoas por dia, estavam debaixo d'água. Na metade inferior de Manhattan, 250 mil moradores continuaram sem energia depois da explosão de um transformador em uma subestação da Con Edison na segunda à noite.

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