Nos EUA, pré-candidatos democratas divergem sobre Iraque

Obama promete reduzir a presença militar; Hillary diz que maioria das tropas estará de volta até 2013

Efe,

27 de setembro de 2007 | 02h20

Os principais pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos mostraram na quarta-feira posições diferentes sobre a Guerra do Iraque. Em um debate, os principais aspirantes à candidatura presidencial concordaram na impossibilidade de garantir a retirada total das tropas americanas nos próximos anos. "É difícil fazer uma previsão sobre o que ocorrerá nos próximos quatro anos", admitiu o senador por Illinois Barack Obama durante o debate, no Dartmouth College de New Hampshire, estado que vai abrir a série de primárias do Partido Democrata. No entanto, Obama prometeu, se for eleito presidente, reduzir drasticamente a presença militar no Iraque. Ela seria limitada à proteção da embaixada americana, tarefas humanitárias e atividades contra o terrorismo. "Não é muito fácil saber o que vamos herdar", disse a senadora por Nova York Hillary Clinton. Já o senador John Edwards, da Carolina do Norte, reconheceu que não podia prometer uma retirada imediata das tropas. Os três senadores lideram as enquetes para as primárias do partido, que apontarão o candidato democrata nas eleições presidenciais de novembro de 2008. Hillary é a mais cotada por enquanto. Só o senador Christopher Dodd, de Connecticut, e o governador Bill Richardson prometeram que, se forem eleitos, uma de suas primeiras medidas será encerrar o conflito. Richardson garantiu que todas as tropas estarão de volta aos EUA no seu primeiro ano na Casa Branca. Edwards também criticou Hillary Clinton, que disse que não descartaria a possibilidade de manter operações de combate. "Para mim, isso seria uma continuação da guerra. É preciso acabar com o conflito", disse. A ex-primeira-dama defendeu sua posição ao esclarecer que os combates seriam parte da luta contra o terrorismo e, principalmente, contra a Al Qaeda. "É possível que a missão antiterrorista continue, mas a maioria das tropas americanas estará fora do Iraque até 2013", afirmou.

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