Nova estratégia dos EUA olha além da guerra do Afeganistão

Os militares dos EUA divulgaram na terça-feira sua primeira avaliação estratégica em sete anos, transferindo seu foco principal da guerra do Afeganistão para a ascensão da China e outros desafios estratégicos.

DAVID ALEXANDER, REUTERS

09 de fevereiro de 2011 | 09h05

A estratégia militar nacional de 2011, preparada pelos chefes do Estado-Maior, reafirma o compromisso dos EUA de combater o extremismo violento ao lado de aliados como Afeganistão e Paquistão, mas diz que os militares precisam ampliar seus horizontes para confrontar ameaças que se desenvolvem em outras partes.

"Embora precisemos continuar refinando a forma como combatemos o extremismo violento e detemos as agressões, esta estratégia também enfatiza corretamente que nosso poderio militar é mais efetivo quando empregado em conjunto com outros elementos de poder", escreveu o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior, no seu blog "Chairman's Corner".

O documento estratégico delineia a forma como os militares pretendem usar os recursos para alcançar as metas de segurança nacional. Ele considera ser preciso uma abordagem de "toda a nação" para tratar os futuros desafios, envolvendo não só as forças de segurança, mas também a diplomacia e ONGs.

"Essa abordagem de toda a nação para a política externa, com liderança civil apropriadamente à frente, será essencial ao confrontarmos os complexos desafios de segurança diante de nós", disse Mullen.

A última estratégia nacional militar, de 2004, previa que os militares deveriam proteger os EUA, evitar ataques de surpresa e se impor sobre os adversários.

O novo documento vai além disso, citando a necessidade de desenvolver a segurança mundial por meio de parcerias regionais e internacionais, além de reformular a força militar para confrontar futuros desafios.

"Focamos mais no fortalecimento da estabilidade mundial e regional, e em moldar a força do futuro", disse um militar de alta patente, pedindo anonimato.

Por lei, a estratégia militar dos EUA precisa ser revista a cada dois anos, mas ela não necessariamente é alterada, a não ser que isso se mostre necessário.

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