Nova estratégia dos EUA para Afeganistão inclui envio de civis

Mais diplomatas e funcionários do governo devem viajar ao país; Obama tenta diminuir crescente violência

Agências internacionais,

18 de março de 2009 | 21h07

Centenas de funcionários civis dos Estados Unidos serão enviados ao Afeganistão como parte da nova estratégia que Washington prepara para o país centro-asiático, informou nesta quarta-feira, 18, o jornal The Washington Post. A estratégia pode ser oficialmente apresentada, na próxima semana, pelo presidente americano, Barack Obama, indicou o diário.

 

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Dentro desta expansão, figurariam diplomatas e funcionários de departamentos como os da Agricultura e da Justiça. O grupo estaria liderado por dois veteranos diplomatas: Peter Galbraith, que seria o "número dois" do representante da ONU no Afeganistão, e Francis Ricciardone, que teria o título de "vice-embaixador", e estaria abaixo do tenente-general Karl Eikenberry, que será o novo embaixador dos EUA em Cabul.

 

Depois de assumir o poder, Obama pediu uma revisão exaustiva da estratégia para o Afeganistão, que Washington quer apresentar na cúpula da Otan de 4 e 5 de abril e na reunião internacional de Haia sobre o país asiático no final deste mês.

 

O presidente americano autorizou o envio de 18 mil soldados a mais ao Afeganistão, para reforçar o contingente de aproximadamente 36 mil que já se encontra no país. Durante a campanha eleitoral, Obama defendeu a transferência a esse país dos recursos usados na Guerra do Iraque. O presidente americano indicou que quer uma melhor coordenação dos esforços civis e militares no Afeganistão.

 

O novo chefe de Estado também quer mudar as metas do governo de seu antecessor, George W. Bush, sobre a democracia e o desenvolvimento nesse país, e insistir na luta para evitar que volte a se transformar em um refúgio para terroristas.

 

Segundo o diário, um pilar da nova estratégia será o aumento da segurança para os civis afegãos, especialmente no sul, onde o movimento Taleban recuperou força. A melhora da segurança nessas áreas permitiria uma maior presença de civis americanos, que concentrariam suas tarefas no desenvolvimento agrícola, das autoridades locais e do Estado de direito.

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