Nova-iorquinos aceitam mesquita, mas longe do Marco Zero

Maioria concorda que Constituição permite a construção, mas prefere centro islâmico em outro lugar

Reuters

31 de agosto de 2010 | 10h16

NOVA YORK - Os eleitores de Nova York se contradizem a respeito do projeto de um centro cultural islâmico nos arredores do terreno do World Trade Center, pois são majoritárias as opiniões de que os muçulmanos têm o direito de construir uma mesquita, mas deveriam ser obrigados a mudá-la de lugar, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 31.

 

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Para 54% dos entrevistados, os muçulmanos têm o direito de construir seu centro cultural (incluindo uma mesquita) perto do chamado Marco Zero, pois isso é compatível com a liberdade de culto vigente nos EUA. Mas, para 53%, esse direito deveria ser negado para não magoar parentes de vítimas dos atentados de radicais islâmicos em 11 de setembro de 2001.

A pesquisa da Universidade Quinnipiac ouviu 1.497 eleitores do Estado de Nova York entre os dias 23 e 29 de agosto. A polêmica em torno da construção da mesquita se tornou um importante tema na campanha para as eleições parlamentares de novembro.

Para 71% dos entrevistados, os responsáveis pelo projeto deveriam voluntariamente procurar outro lugar. Outros 71% são favoráveis a uma investigação sobre o financiamento da obra.

A pesquisa mostrou que 45% têm uma opinião favorável ao Islã, e 31% veem essa religião de modo negativo. Para 54%, a tendência predominante da religião muçulmana é pacífica enquanto 24% consideram que o Islã estimula a violência.

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