REUTERS/Rashid Umar Abbasi
REUTERS/Rashid Umar Abbasi

Nova York reforça segurança, mas governador minimiza risco de novas explosões

Segundo autoridades oficiais, 29 pessoas ficaram feridas na explosão; outro explosivo foi encontrado a 5 quadras do local, mas foi desativado por um robô

Altamiro Silva Junior, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2016 | 12h52

NOVA YORK - A segurança em Nova York foi reforçada neste domingo, 18, por conta da explosão na noite do sábado, que deixou 29 feridos no bairro de Chelsea, em Manhattan. O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, disse em entrevista a jornalistas, que ao menos mil policiais adicionais estão patrulhando locais como aeroportos, estações de trem e pontos turístico da cidade. 

 

Cuomo disse que as investigações sobre a explosão continuam, mas não há razão para acreditar que a cidade possa ter outro ataque. "Não temos razão para acreditar neste momento que há alguma ameaça adicional, mas como precaução, vamos deslocar cerca de mil policiais para patrulhar as ruas." Um outro explosivo foi encontrado a cinco quadras do local da explosão e, segundo Cuomo, foi desativado por um robô. O material, uma panela de pressão com fios ligados a um celular, está sendo investigado.

 

"Não há evidências neste momento de conexão com o terrorismo internacional", disse o governador, que deu a entrevista na rua 23, onde ocorreu a explosão. O local segue interditado para o tráfego de veículos, mas outras ruas da região, que estavam fechadas desde ontem à noite, foram liberadas de manhã. A estação de metrô da rua 23 permanece fechada, mas Cuomo disse que não houve danos na estrutura do local. 

 

A segurança de Nova York já costuma ser reforçada nesta época do ano, mas agora ganha ainda mais reforço. A cidade começa a receber a partir deste domingo chefes de Estados de 193 países para a Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa na terça-feira, 20. O presidente Michel Temer deve chegar por volta das 18h (de Brasília). Nesta segunda, o presidente Barack Obama estará em Nova York para participar de um evento na ONU sobre refugiados e na terça-feira faz seu último discurso na plenária como presidente dos Estados Unidos. Perto da ONU, várias ruas já estão com estruturas de metal para interdição. 

 

O FBI, a polícia de Nova York e oficiais de Washington estão investigando a explosão, disse o governador. Além disso, há um trabalho coordenado com o estado de Nova Jersey, onde ocorreu uma explosão ontem que levou ao cancelamento de uma corrida beneficente. Por enquanto, as autoridades descartam uma correlação entre as duas explosões. "A bomba em Nova Jersey parece ser diferente da usada em Manhattan", disse Cuomo.

No caso de Nova York, não se sabe quem está por trás da explosão e qual a motivação, mas Cuomo reforçou diversas vezes na entrevista que os culpados serão punidos. Ontem, o prefeito Bill de Blasio disse que foi um "ato intencional", mas evitou ligar a explosão a uma ação terrorista. 

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