Novo hotel em Las Vegas ameaça derrubar concorrentes

Os hotéis-cassino de Las Vegas, que já enfrentam dificuldades para atrair hóspedes sem oferecer mais descontos, enfrentarão novas pressões com a abertura, em dezembro, do Cosmopolitan de Las Vegas, que custou 3,9 bilhões de dólares.

REUTERS

13 de agosto de 2010 | 16h52

A concorrência do empreendimento pode descontar até 5,5 por cento, ou 74,1 milhões de dólares, dos ganhos do próximo ano -- não descontados juros, impostos, desvalorização e amortização-- da operadora de cassinos rival MGM Resorts International, revelou relatório da Union Gaming divulgado nesta sexta-feira.

Dentro de um cenário negativo para outros cassinos do tipo em Las Vegas, a firma de pesquisas prevê que o fluxo de caixa operacional em 2011 pode cair 1,7 por cento no caso da Wynn Resorts Ltd, 1,4 por cento para a Las Vegas Sands Corp e 1,2 por cento para a Harrah's Entertainment Inc.

Para chegar a esses resultados, a Union Gaming quantificou o impacto das reservas de diárias do Cosmopolitan até março de 2011 sobre o grupo de hotéis de luxo do mesmo nível.

Partindo da premissa de que as tendências atuais de visitação e ocupação se mantenham estáveis, a firma de pesquisas estimou que o Cosmopolitan atraia pouco mais de 1 por cento do total de visitantes a Las Vegas, reduzindo os índices de ocupação nos resorts de alto padrão atuais de 82,1 para 76,5 por cento.

Adquirido numa execução de hipoteca pelo Deutsche Bank AG em 2008, o Cosmopolitan está previsto para abrir dois terços de seus 3.000 apartamentos de luxo em meados de dezembro.

As duas torres de 50 andares do empreendimento ficam entre dois resorts administrados pela MGM - o CityCenter, com várias torres, e o Bellagio.

Fortemente atingida pela recessão e a consequente redução nos gastos de consumidores e empresas, Las Vegas vem enfrentando dificuldades para lotar seus quartos de hotéis, ao mesmo tempo em que a capacidade do mercado aumenta.

A inauguração do CityCenter, em dezembro de 2009, acrescentou à cidade outros 6.000 apartamentos hoteleiros de alto padrão. Outros projetos, como o parcialmente construído Fontainebleau, na parte norte de Las Vegas, estão previstos para ficar paralisados até o mercado se recuperar, o que pode levar anos.

De acordo com a Autoridade de Convenções e Visitantes de Las Vegas, o número de quartos de hotel na cidade subiu 5,3 por cento no final de junho em relação a um ano antes, chegando a 148.524.

As diárias médias dos hotéis permaneceram quase iguais nos seis primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, em 95,83 dólares, mas apresentaram queda de mais de 27 por cento em comparação com a média de 132,09 dólares de 2007, segundo o burô de turismo da cidade.

(Reportagem de Deena Beasley)

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