Número de presos em manifestações violentas contra o G-20 passa de 500

Forças de segurança canadenses se dizem prontas para responder a protestos neste domingo

Com informações da Reuters e de Luciana Xavier, da Agência Estado

27 de junho de 2010 | 10h45

 

TORONTO - Mais de 500 pessoas foram presas entre sábado e domingo, 27, em protestos na cidade de Toronto, no Canadá, onde é realizado o encontro de líderes do G-20, informou o a Unidade  Integrada de Segurança (Integrated Security Unity ou ISU, na sigla em inglês). De acordo com a porta-voz da ISU, Nina Snyder, há vários pontos de protestos na cidade. Há pouco, houve uma pequena explosão em frente ao Prisioner Processing Centre e a polícia fez uso de gás lacrimogênio. Os policiais fazem o patrulhamento da cidade em carros, bicicletas e cavalos.

 

Snyder disse que quatro carros da polícia foram incendiados e vários danificados pelos manifestantes, assim  como diversos imóveis comerciais tiveram os vidros quebrados. Ela disse que algumas pessoas, incluindo policiais, sofreram ferimentos leves.

 

Cerca de 20 mil policiais atuam no esquema de segurança armado especialmente para o G-8 e o G-20, segundo a polícia. A maior parte dos estabelecimentos comerciais está fechada e o acesso a algumas ruas foi bloqueado. É praticamente impossível algum tipo de acesso aos líderes do encontro.

 

Os protestos de sábado começaram como uma marcha pacífica, mas rapidamente se tornaram violentos quando grupos de pessoas mascaradas se juntaram à multidão e passaram a quebrar vitrines de lojas e bancos e incendiara, ao menos dois veículos policiais. O Canadá havia gasto US$ 1 bilhão para reforçar a segurança durante a realização da cúpula.

 

A Polícia espera que qualquer protesto marcado para o domingo, último dia do encontro, seja pacífico, mas está disposta a responder qualquer ato de violência. "Se algo fugir ao controle, como no sábado, reagiremos de acordo com isso", disse a porta-voz.

 

A Polícia admitiu que perdeu o controle da situação em alguns momentos e, por isso, teve de usar gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. "O que vimos no sábado é uma série de vândalos que queriam expressar pela violência sua diferença de opinião com a Polícia", disse Dimitri Soudas, porta-voz do premiê canadense, Stephen Harper.

 

Na manhã deste domingo, Toronto, a maior cidade do Canadá, estava mais calma. A cúpula do G-20 reúne as oito maiores economias do mundo e outros 12 países em desenvolvimento.

 

Atualizada às 16h23

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