Número de soldados no Iraque já está abaixo de 50 mil, dizem EUA

Soldados que permanecerem no país funções logísticas e de treinamento das tropas locais

Reuters

24 de agosto de 2010 | 08h52

BAGDÁ - Os militares dos Estados Unidos disseram nesta terça-feira que o número de soldados do país no Iraque já está abaixo de 50 mil, o que era a meta para 31 de agosto, quando chega oficialmente ao fim a missão norte-americana de combate, após sete anos e meio de guerra.

O Iraque vive um impasse político entre facções sunitas, xiitas e curdas, que tentam formar um governo de coalizão, quase seis meses depois das inconclusivas eleições parlamentares de março.

"Os níveis de força militar dos EUA no Iraque estão abaixo de 50 mil. As forças militares dos EUA farão a transição para a Operação Nova Alvorada a partir de 1o. de setembro de 2010", disseram os militares dos EUA em nota.

"As forças dos EUA no Iraque vão continuar aconselhando, treinando e assistindo as Forças de Segurança Iraquianas (...) até o final da nossa missão, em dezembro de 2011."

Segundo Odierno, o número exato de tropas americanas no Iraque é de 49.700, nível em que permanecerá nos próximos meses. O general disse que o foco das operações será no desenvolvimento econômico, político, tecnológico e cultural.

 

A presença das tropas americanas no Iraque mudou durante os últimos meses, chegando a um máximo de 170 mil em 2007 e foi diminuindo gradativamente. Ao todo, mais de 4.400 soldados dos EUA morreram no país desde a invasão de março de 2003.

 

Até 106.071 civis iraquianos também morreram por causa da guerra e da violência entre a maioria xiita e a minoria sunita.

 

A maior parte das unidades militares dos EUA no Iraque já alterou seu foco para o treinamento e assistência às forças locais, depois que os soldados norte-americanos se retiraram das cidades iraquianas, em 30 de junho de 2009.

 

A retirada das tropas americanas do Iraque foi uma promessa de campanha do presidente Barack Obama. A partir de setembro, os soldados que permanecerem terão funções de treinamento e logística. O objetivo da Casa Branca é usar parte do efetivo que estava no Iraque na guerra contra o Taleban e a Al-Qaeda, no Afeganistão.

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