NY faz um minuto de silêncio por mortos no 11 de setembro

Destaque das homenagens dos atentados é a aparição de Obama e McCain juntos prevista para esta quinta

Efe,

11 de setembro de 2008 | 12h28

 A cidade de Nova York fez nesta quinta-feira, 11, um minuto de silêncio em tributo às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, homenagem que deu início aos atos pela memória das quase três mil pessoas que morreram nos ataques. Os americanos marcaram o sétimo aniversário dos atentados com uma cerimônia no marco zero, palco dos ataques contra as Torres Gêmeas. Outras cerimônias pelo país lembraram as vítimas do ataque que fizeram os Estados Unidos perderem seu senso de invulnerabilidade e se envolverem em duas guerras, no Afeganistão e no Iraque.   Veja também: Al-Qaeda transforma-se em "franquia" ideológica Para especialista, EUA ainda não superaram medo do 11/9 Al-Qaeda perde foco e apoio no mundo islâmico McCain e Obama vão juntos ao Marco Zero Veja a linha do tempo dos ataques terroristas    Autoridades e parentes dos mortos que foram ao ato solene, nas imediações do Marco Zero, deram início ao minuto de silêncio às 8h46 (9h46 de Brasília), a hora exata em que o primeiro dos aviões seqüestrados há sete anos atingiu o World Trade Center. "Em um dia como hoje, há sete anos nosso mundo foi despedaçado por uma tragédia que nos uniu para sempre em uma memória comum e em uma história comum", declarou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, antes de pedir que os presentes se unissem à homenagem em lembrança às vítimas.   Foto: AP Em Washington, na mesma hora, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seu vice-presidente, Dick Cheney, acompanhados de suas respectivas mulheres, também fizeram um minuto de silêncio às vítimas nos jardins da Casa Branca. No ato em Washington, que sempre antecede a cerimônia solene do Pentágono, Bush e Cheney tiveram a companhia de aproximadamente 100 familiares e amigos das vítimas dos ataques de 2001.   Um memorial em homenagem às vítimas foi inaugurado na cidade. Bush discursou, dizendo que esse seria um local de aprendizado para as futuras gerações. "Chegará um dia em que a maioria dos americanos não terá uma memória viva dos eventos de 11 de Setembro. Quando eles visitarem esse memorial, aprenderão que o século 21 começou com uma grande luta entre as forças da liberdade e as forças de terror", afirmou Bush. O secretário de Defesa, Robert Gates, também enfatizou a importância do memorial para as futuras gerações.   As cerimônias programadas para esta quinta, que se repetirão durante grande parte do dia em múltiplos pontos dos EUA, vão contar, em Nova York, com a presença dos candidatos à Presidência, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama. Na mesma cidade, após o primeiro minuto de silêncio, as igrejas e outros centros de culto nova-iorquinos fizeram soar seus sinos pouco antes da leitura dos nomes das 2.751 pessoas que perderam a vida no 11 de setembro.   Neste ano, os parentes dos mortos puderam descer até o local em que ficavam as Torres Gêmeas, que no futuro será um parque em memória às vítimas. A leitura da relação de vítimas foi interrompida às 9h03 (10h03 de Brasília), momento em que outro avião seqüestrado atingiu a torre sul do WTC. Novas pausas estavam previstas para as 9h59 e as 10h29 (horas locais), horários em que as Torres Gêmeas vieram abaixo. McCain e Obama planejavam visitar o local após a conclusão da cerimônia, ainda nesta quinta-feira. Os candidatos concordaram semanas atrás em não divulgar anúncios nesse dia. Além disso, apareceriam juntos à noite durante um fórum de Voluntariado.   Obama pediu que os americanos renovem "o espírito de serviço e sentido de propósito comum" que se seguiu aos atentados. McCain, em Shanksville, Pensilvânia, pediu a cada pessoa que "seja um bom americano", como os passageiros do vôo 93 da United Airlines, que se insurgiram contra os seqüestradores da aeronave. Como faz todos os anos, o ex-prefeito de Nova York Rudolf Giuliani também falaria na cerimônia na cidade. O secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, também discursaria.

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