Obama acusa Irã de ser evasivo em discussão nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sábado que a descoberta de uma planta nuclear secreta no Irã mostrou um "padrão perturbador" de evasivas por Teerã, dando maior urgência às negociações entre potências mundiais previstas para 1o de outubro.

REUTERS

26 de setembro de 2009 | 10h11

O Irã reconheceu pela primeira vez na segunda-feira a existência de uma planta de enriquecimento de urânio em uma carta à Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês).

Funcionários do governo norte-americano afirmaram que a descoberta tinha o objetivo de esvaziar o anúncio público no encontro da próxima semana.

"Este é um sério desafio ao regime global de não-proliferação e as evasivas do Irã continuam a perturbar", disse o presidente em seu discurso semana ao rádio e à internet.

"Por isso as negociações com o Irã marcadas para 1o de outubro passam a ter mais urgência agora."

Em encontros nesta semana por conta da reunião do G20, em Pittsburgh, e da Assembléia Geral das Nações Unidas, Nova York, Grã-Bretanha, França e Alemanha uniram-se aos EUA, aumentando o espectro de novas sanções contra o Irã se o país não adotar passos para responder às preocupações em torno de seu programa nuclear.

Muitos países do Ocidente acusam Irã de buscar a conquista de armas nucleares, apesar de Teerã insistir que seu programa nuclear mira a geração de energia.

Em Pittsburgh, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o colega Mahmoud Ahmadinejad e rejeitou a ideia de novas sanções argumentando que o país tem direito de desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos.

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