Obama afirma que casos 'claros' de tortura serão investigados

Presidente vai analisar a criação de uma comissão para investigar o governo Bush nesse aspecto

Efe,

10 de fevereiro de 2009 | 03h21

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira, 9, que seu governo investigará casos "claros" de tortura de detidos. Veja tambémObama diz que somente governo pode salvar economia dos EUA "Ninguém está acima da lei e se há casos claros de irregularidades, essas pessoas devem ser investigadas, como qualquer outra", disse Obama, que reiterou o compromisso de seu governo de não usar esse tipo de método de coerção. Obama afirmou que analisará a proposta do presidente da Comissão Judicial do Senado, Patrick Leahy, de criar uma comissão da verdade para investigar o comportamento do governo George W. Bush nesse aspecto. Apesar disso, o presidente lembrou que está mais interessado "em olhar para frente, que para trás". Uma alta funcionária do Pentágono reconheceu que um detido de Guantánamo foi submetido à tortura, algo proibido pelo direito americano e internacional. Fora isso, a inteligência americana (CIA) admitiu ter realizado asfixias simuladas em três detidos. O governo Obama já disse que essa técnica, na qual a pessoa acredita estar prestes a morrer afogada, é tortura.

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