Obama afirma que entraria no Paquistão para derrubar Al-Qaeda

Pré-candidato democrata defende envio de tropas mesmo contra a vontade de presidente paquistanês

Associated Press,

01 de agosto de 2007 | 14h51

O pré-candidato democrata para a Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira, 1, que mandaria tropas americanas para o Afeganistão caso fosse eleito, mesmo contra a vontade do presidente paquistanês, Pervez Musharraf.    Hillary Clinton lidera disputa por candidatura Senador pelo Estado de Illinois, Obama alertou o governo paquistanês sobre a necessidade de acabar com as operações terroristas no país, expulsar combatentes estrangeiros e lutar contra os taleban que usam o território paquistanês para se esconder.   Do contrário, disse o pré-candidato, o Paquistão correria o risco de ser invadido pelas Forças Armadas americanas e perderia milhões de dólares da ajuda de Washington.   "Me permitam deixar claro: existem terroristas entrincheirados naquelas montanhas que mataram 3 mil americanos. Eles estão planejando atacar novamente. Foi um erro terrível falharmos nas ações quando tivemos a chance de derrubar a Al-Qaeda em 2005. Se somos capazes de acionar nossa inteligência para atingir alvos terroristas e o presidente Musharraf não agir, nós iremos".   O discurso foi uma condenação à liderança do presidente Americano, George W. Bush, e sua postura diante da guerra contra o terror. Segundo o Senador, o conflito no Iraque colocou os americanos em perigo maior do que antes do atentado de 11 de setembro de 2001.   Ele disse ainda que Bush transformou o povo iraquiano em  inimigo dos EUA, colocando-o numa guerra civil ao invés de buscar pelos responsáveis pelo atentado às torres gêmeas.   O posicionamento do discurso de Obama surge uma semana depois que a sua concorrente na corrida pela candidatura democrata para a presidência dos EUA, Hillary Clinton, criticou a postura diplomática do rival publicamente.   Obama declarou que gostaria de se encontrar com líderes de Estado de Cuba, Coréia do Norte e Irã sem impor condições, idéia que Hillary considera irresponsável e ingênua.

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