Jason Reed/Reuters
Jason Reed/Reuters

Obama anuncia novas medidas de segurança na Casa Branca

Presidente assumiu responsabilidade pela segurança dos EUA; mais tecnologia será usada nos aeroportos

Reuters e Efe

07 de janeiro de 2010 | 19h58

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira, 7, mudanças em quatro áreas dos serviços de inteligência para melhorar seu funcionamento e agilidade e impedir que ocorram incidentes como o do Natal, no qual um nigeriano tentou explodir um avião com destino a Detroit.

 

Obama atribuirá novas responsabilidades ao sistema de segurança de seu país para que informações sobre terrorismo sejam investigadas de "imediato", e sejam compartilhadas de forma "mais ampla e rápida". Os sistemas de análise também serão reforçados. O presidente também anunciou a expansão das listas de vigilância de terroristas. 

 

De acordo com Obama, seu país aumentará o uso de tecnologia no registro de passageiros. "Expandiremos o uso de sistemas de detecção, incluindo tecnologias com imagens."

 

Segundo o presidente, revisões da tentativa de explosão que ocorreu no Natal estão completas. A falha do governo americano no atentado a bomba, de acordo com Obama, foi não conectar e entender as informações que tinha.

 

O chefe de estado ordenou a comunidade de inteligência a assumir responsabilidades específicas para investigar todas as ligações com ameaças terroristas em alta prioridade. 

 

Obama declarou que o incidente no avião não foi culpa de apenas uma pessoa do governo americano, mas sim de uma falha no sistema. O presidente, contudo, assumiu a culpa pelas falhas na segurança: "No fim, a responsabilidade é minha", disse.

 

Relatório

 

De acordo com um revisão da Casa Branca divulgada nesta quinta, a inteligência norte-americana falhou ao não utilizar os recursos que possuía para impedir o incidente do dia 25 de dezembro.

 

O relatório de seis páginas, requisitado por Obama, diz que o governo dos Estados Unidos possuía informações suficientes para identificar Umar Farouk Abdulmutallab como um militante da Al-Qaeda na Península Arábica e impedir seu ingresso na aeronave que tentou explodir. O nome do nigeriano constava em uma base de dados da inteligência norte-americana, mas a informação só foi descoberta após Abdulmutallab embarcar no avião. Segundo o documento, as agências de inteligência norte-americanas já haviam recebido informações a respeito do nigeriano em outubro.

 

 O relatório afirma que o sistema de listas de segurança dos Estados Unidos não está deteriorado, mas precisa ser reforçado e melhorado. De acordo com o texto, houve um atraso na divulgação de um relatório completo da inteligência e uma falha da CIA, a agência central de inteligência dos EUA, e dos agentes antiterrorismo para pesquisar informações que poderiam levar a Abdulmutallab em todos bancos de dados disponíveis.

 

A Casa Branca está ansiosa em resolver a questão, que ameaça prejudicar o presidente politicamente e também o mantém longe de sua agenda de compromissos.  

 

CIA

 

O diretor da CIA, Leon Panetta, também ordenou mudanças na agência de espionagem norte-americana nesta quinta. Panetta  quer melhorar o rastreamento de suspeitos de terrorismo e aumentar a velocidade de disseminação de informações sobre suas atividades.

 

 

Notícia atualizada às 22h45

Tudo o que sabemos sobre:
EUAOBAMAATAQUE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.