Obama anuncia união anti terror com Afeganistão e Paquistão

Presidente americano reúne-se com líderes em Washington para discutir cooperação contra Al-Qaeda e Taleban

Agências internacionais,

06 de maio de 2009 | 18h56

 

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira, 6, que ele e os líderes do Afeganistão, Hamid Karzai, e do Paquistão, Asif Ali Zardari, compartilham o objetivo de vencer as redes terroristas Al-Qaeda e Taleban. Nesta quarta, o chefe de Estado americano participou de diferentes reuniões bilaterais com os dois presidentes para discutir cooperação contra o terrorismo, que cresce no Afeganistão.

 

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Obama disse também que os governos devem cooperar na luta contra os insurgentes que controlam partes tribais do Paquistão e Afeganistão, e "negar espaço" para que eles ameaçem a população local ou americanos. "O caminho pela frente será difícil, haverá mais violência e passos para trás, mas contamos com um compromisso durável para derrotar a Al-Qaeda e apoiar os governos democráticos do Paquistão e do Afeganistão", acrescentou.

 

Esse esforço, continuou Obama, será "sustentado" e os Estados Unidos "não retrocederão em seu empenho". "Estou satisfeito por estes dois homens, líderes eleitos de seus países, terem reconhecido a gravidade da ameaça que enfrentamos e reafirmado o compromisso de enfrentá-la", prosseguiu o presidente americano.

 

O Taleban encontra apoio na região fronteiriça do nordeste paquistanês e pôde aproveitar suas fortificações no vale do Swat para planejar ataques no Afeganistão. Recentemente, Washington disse temer que governo paquistanês estivesse fazendo muitas concessões ao regime taleban.

 

Karzai disse que Afeganistão e Paquistão são "irmãos siameses", cujas vidas se veem afetadas mutuamente pelas oportunidades ou falta delas de cada lado da fronteira. Por sua vez, o presidente paquistanês assegurou que os dois países se encontram "sob a ameaça do perigo" do Taleban, mas continuarão enfrentando o "desafio."

 

Obama prometeu ainda adotar "todos os esforços possíveis para evitar baixas civis" na luta contra os grupos extremistas. A declaração ocorre depois que Karzai pediu a abertura de uma investigação sobre bombardeios americanos na terça-feira no Afeganistão que aparentemente deixaram dezenas de mortos civis.

 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou nesta quarta-feira, durante sua reunião com Zardari e Karzai no Departamento de Estado, seu "profundo pesar" pelas mortes de civis

no Afeganistão durante o bombardeio da Aviação dos EUA.

 

Zonas tribais

 

Militantes usam áreas tribais como base para operações no Paquistão e do outro lado da fronteira, no Afeganistão. Acredita-se que o Taleban e a Al-Qaeda estão operando na região após terem sido combatidos do Afeganistão. Lutar contra a violência nesta delicada região tem sido uma das prioridades de Obama, que tenta estabilizar o território afegão. 

 

No ano passado, ataques americanos, sob o governo de George W. Bush, contra militantes na fronteira irritaram o governo paquistanês e, como resultado, houve incidentes em que tropas paquistanesas atiraram contra helicópteros dos EUA, alegando violação de espaço aéreo. Muitos especialistas acreditam que o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden possa estar escondido ali, sob a proteção de centenas de extremistas.

 

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