Andrew Harrer/Efe
Andrew Harrer/Efe

Obama apresenta nova proposta para reforma na saúde nos EUA

Novo projeto deve custar US$ 950 bilhões e procura unificar versões já aprovadas pelo Senado e pela Câmara

Reuters e Efe,

22 de fevereiro de 2010 | 12h47

O novo plano de reforma do sistema de saúde dos EUA proposto pelo presidente Barack Obama deverá garantir cobertura para 31 milhões de americanos não assegurados e monitorar o crescimento das taxas das seguradoras privadas, revelou nesta segunda-feira, 22, a Casa Branca.

 

O plano custará US$ 950 bilhões, mas também reduzirá gastos de um valor ainda maior e reduzirá o déficit dos EUA em US$ 100 bilhões nos próximos dez anos e em até US$ 1 trilhão nas próximas duas décadas, informaram funcionários do governo.

 

Os funcionários, porém, não responderam se a Casa Branca tentará passar o projeto no Senado sem os republicanos se a oposição tentar impedir que a reforma seja votada.

 

Segundo Dan Pfeiffer, diretor de comunicação da Casa Branca, o plano foi projetado para resistir a qualquer impasse processual. "O presidente acredita que as pessoas merecem uma reforma no sistema de saúde e o pacote foi feito com flexibilidade para chegar a isso caso o Partido Republicano tente obstruí-lo", disse.

 

Atualmente, a reforma está estagnada no Congresso. Para levá-la adiante, as duas casas - Senado e Câmara - devem fundir seus respectivos projetos de lei, processo que está parado desde que os democratas perderam a maioria absoluta no Senado, no mês passado. A proposta de Obama, que o presidente deve apresentar aos governadores do país em um encontro na Casa Branca, procura unir os dois projetos de lei, apesar de utilizar como base a versão do Senado.

 

A iniciativa estabelece um novo mercado de seguros médicos, que permitirá tornar mais fácil, segundo a Casa Branca, o acesso a planos de qualidade e aumenta a regulação dos aumentos de custo. Como incluem as propostas do Senado e da Câmara de Representantes, a medida de Obama proíbe que as empresas seguradoras possam negar cobertura a uma pessoa doente antes de assinar o plano.

 

A proposta de Obama não inclui, como fazia o projeto de lei da Câmara de Representantes, uma "opção pública", um seguro médico oferecido pelo governo e que concorreria com as seguradoras privadas.

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