Michael Reynolds/Efe
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Obama apresenta orçamento com déficit de US$ 1,56 trilhão

Rombo equivale a 10,6% do PIB americano, mas Casa Branca projeta redução de rombo fiscal nos próximos anos

Reuters,

01 de fevereiro de 2010 | 13h12

O presidente americano, Barack Obama, alertou para a necessidade do país diminuir sua gigantesca dívida pública nesta segunda-feira, na apresentação do orçamento federal para o ano fiscal de 2011. O déficit de 2010 está projetado em US$ 1,56 trilhão. O orçamento está sujeito a mudanças no Congresso. O rombo de US$ 1,56 trilhão equivale a 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB) americano.

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"Não podemos ter um crescimento sustentável a longo prazo sem equilibrar as contas públicas", escreveu Obama na apresentação de sua proposta de orçamento de  US$ 3,8 trilhões.

O presidente ainda disse que fez concessões na proposta, retirando verbas de projeto que ele considera importantes e pediu que o Congresso faça o mesmo.

O orçamento proposto por Obama também prevê uma economia de US$ 250 bilhões nos próximos dez anos por meio do congelamento de gastos em alguns programas domésticos. 

 

Retomada

 

A Casa Branca aposta no crescimento da economia, que deve gerar uma maior receita fiscal, e na queda progressiva dos gastos com as guerras do Iraque e Afeganistão para diminuir o prejuízo nos próximos anos.

 

A economia americana cresceu 5,7% no último trimestre de 2009 comparada ao mesmo período de 2008, mas a recuperação ainda não se traduziu em diminuição do desemprego, atualmente perto dos 10%, a maior taxa em 26 anos.  Para 2010, a previsão de crescimento é de 2,7%.

 

Para impulsionar a geração de vagas, Obama separou US$ 100 bilhões do orçamento para programas de estímulo fiscal para pequenas empresas e investimentos em infraestrutura e energia renovável.

 

Uma preocupação da Casa Branca é evitar reduzir bruscamente o déficit em um período ainda complicado para a economia americana.

 

"Estamos tentando uma espécie de pouso suave para evitar o que aconteceu na Grande Depressão, quando o déficit foi diminuído abruptamente", disse o diretor de Orçamento, Peter Ortzag.

 

Segundo economistas, a retirada prematura de estímulos estatais ajudou a prolongar a depressão após a crise de 1929.

 

No orçamento deste ano, Obama cortou 126 projetos, incluindo uma missão da Nasa para levar de volta o homem a Lua e os gastos previstos para uma lei climática, em um sinal de que o executivo não tem fé de que o projeto seja aprovado no Congresso. Os gastos previstos na reforma de saúde foram mantidos.

 

Críticas

 

A reação do mercado financeiro à proposta de orçamento foi morna. A Bolsa de NY subia 0,88% às 13h40. Analistas de Wall Street ouvidos pela agência Reuters e a oposição republicana criticaram o plano de Obama.

 

"Não acho que estes programas irão estimular a criação de emprego e duvido que os gastos irão diminuir", disse Peter Boockvar, estrategista da Miller Tabak.

 

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell disse em comunicado que os problemas nos EUA não são a falta de impostos, mas o excesso de gastos.

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