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Obama assina lei para reformar compra de armas do Pentágono

Presidente diz que EUA manterão sua supremacia militar no mundo e só entrarão em guerras se necessário

Reuters e Efe,

22 de maio de 2009 | 14h19

O presidente Barack Obama, interessado em pôr fim aos atrasos de programação e custos superiores nos gastos de defesa dos EUA, assinou uma lei na sexta-feira, 22, para reformar a maneira pela qual o Pentágono compra grandes sistemas de armamentos. "Como comandante em chefe, farei o que for preciso para proteger o povo americano", disse Obama na cerimônia de assinatura da lei, na Casa Branca. "Mas rejeito a ideia de que tenhamos que desperdiçar bilhões de dólares para manter esta nação em segurança."

 

O Senado e a Câmara dos Deputados aprovaram a legislação por unanimidade no início da semana. O presidente do Comitê da Câmara para os Serviços Armados, Ike Skelton, disse que a medida conquistou apoio amplo devido à frequência com que os programas de armas superam seus custos previstos e apresentam atrasos de programação. Citando um relatório do governo que detalhou 295 bilhões de dólares em desperdícios e custos superiores aos previstos em contratos de defesa, Obama disse: "É chegada a hora, finalmente, de acabar com este desperdício e ineficiência."

 

O Escritório de Responsabilidade Fiscal do Governo estimou que quase 70% dos 96 maiores programas de armas do Pentágono excederam seus orçamentos em 2008. A nova lei prevê a criação de um escritório do Pentágono responsável por estimar o custo de programas novos. O escritório será encabeçado por um diretor que se reportará ao secretário de Defesa.

 

A nova lei também prevê ênfase maior em testar armas novas antes de entrarem em produção, para assegurar que as tecnologias sejam suficientemente desenvolvidas, e garante aos comandantes militares uma voz maior na formulação das exigências relativas a qualquer arma nova. As modificações estão sendo acompanhadas de perto pelas maiores fornecedoras do Pentágono: a Lockheed Martin Corp., a Boeing, a Northrop Grumman, a General Dynamics e a britânica BAE Systems Plc.

 

Supremacia militar no mundo

 

Obama, disse que o país manterá sua supremacia militar, durante um discurso perante a nova promoção dos Marines, aos quais prometeu enviar para a guerra só se for "absolutamente necessário". O líder assegurou aos recém graduados da Academia Naval de Annapolis, no estado de Maryland, que dará todo o equipamento que precisarem para realizar sua tarefa, tanto agora como no futuro.

 

"Em outras palavras, manteremos a superioridade militar americana e faremos com que continuem sendo a melhor força que o mundo já viu", afirmou o presidente em cerimônia da qual participaram cerca de 30 mil pessoas, segundo porta-vozes da Marinha. Entre os novos graduados estava Jack McCain, filho do senador republicano e rival de Obama durante as eleições presidenciais do ano passado, John McCain.

 

Obama assegurou ao jovem McCain e a seus companheiros que enquanto ele for comandante-em-chefe os enviará ao combate apenas quando for "absolutamente necessário e com a estratégia e os objetivos bem definidos, o equipamento e o respaldo necessários" para realizar a tarefa encomendada.

 

Obama diz que entre essas tarefas está a de colocar fim de forma "responsável" à Guerra do Iraque e a de perseguir uma estratégia nova e ampla para "desmantelar e derrotar" a organização terrorista Al-Qaeda e seus aliados no Afeganistão e no Paquistão. Destacou que entre as ameaças enfrentadas pelo país está a luta contra redes terroristas, o avanço de tecnologias letais e ideologias que impulsionam o ódio, a pirataria ao mais puro estilo do século XVIII e os perigos cibernéticos do século XXI.

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