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Obama assume a Casa Branca com crise econômica mundial

Barack Obama assumiu a Presidência dos Estados Unidos nesta terça-feira com as ações dos bancos caindo, o setor automotivo oscilando e uma economia mundial em pedaços. E o novo presidente norte-americano prometeu superar os assustadores desafios. O primeiro afro-americano a se tornar o presidente dos Estados Unidos jurou preservar, proteger e defender a Constituição contra o cenário de profunda recessão econômica, um déficit federal de trilhões de dólares e temores de mais perdas do setor bancário. Ele prometeu trabalhar imediatamente, munido com a autoridade de investir a segunda metade do pacote de 700 bilhões de dólares para socorrer o setor financeiro, além de um outro pacote de estímulos de 550 bilhões de dólares e 275 bilhões de dólares de corte de impostos. "Nós estamos no meio da crise e agora entendemos bem", disse o novo presidente, mencionando a guerra, a economia enfraquecida e uma confiança abalada. "Hoje eu digo a vocês que os desafios que nós enfrentamos são reais. Eles são sérios e muitos. Eles não serão fáceis de superar e em um curto espaço de tempo. Mas agora sei disto, América. Eles são superados", disse ele em discurso de posse. Obama é uma onda: pesquisa CBS News/New York Times mostrou que 79 por cento dos norte-americanos estão otimistas sobre os próximos quatro anos. Ao mesmo tempo, George W. Bush deixa a Casa Branca como um dos presidentes mais impopulares da história, com uma taxa de aprovação de 22 por cento. "A posse está cristalizando todas as expectativas de que a economia dos Estados Unidos será a primeira a se recuperar da recessão", disse Marco Annunziata, economista-chefe global do UniCredit, o segundo maior banco da Itália, em Londres. No entanto, o discurso de Obama não ajudou o índice Dow Jones, da bolsa de valores dos Estados Unidos, que caía mais de 2 por cento. As ações dos principais bancos norte-americanos registravam perdas de dois dígitos após a State Street Corp, a maior empresa de serviços financeiros, exibiu perdas crescentes em seus papéis comerciais e investimentos. Exceto os bancos, nenhum outro setor foi tão atingido quanto as montadoras pela pior crise financeira em 80 anos.

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