Obama busca apoio a plano para o Afeganistão

O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu na quinta-feira sua proposta de retirada de tropas do Afeganistão, ao fazer uma visita a um quartel no Estado de Nova York, em busca de apoio ao seu plano.

LAURA MACINNIS, REUTERS

23 de junho de 2011 | 20h39

Falando a cerca de 200 soldados, Obama defendeu a ideia que apresentou num pronunciamento televisivo na quarta-feira: retirar 10 mil soldados do Afeganistão neste ano, e outros 23 mil até o final do verão boreal de 2012. Isso significa reverter completamente o reforço enviado em 2010, algo que parte da cúpula militar norte-americana considera precipitado.

"Viramos uma esquina onde podemos começar a trazer de volta parte das nossas tropas. Não estamos fazendo isso precipitadamente. Vamos fazer isso de forma regular, para assegurar que os ganhos que todos vocês ajudaram a realizar sejam sustentados", disse ele aos soldados da Décima Divisão de Montanha, que em geral ouviram em silêncio.

O almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, e o general David Peatraeus, principal comandante dos EUA no Afeganistão, disseram em depoimento ao Congresso que a retirada proposta por Obama é mais arriscada do que eles haviam recomendado, mas que eles apoiam a estratégia geral de começar a desvincular os EUA do conflito, iniciado há dez anos.

O apoio da opinião pública dos EUA à guerra diminuiu drasticamente desde que forças especiais norte-americanas mataram no mês passado o líder da rede Al Qaeda, Osama bin Laden.

Preparando-se para disputar a reeleição em 2012, Obama quer mostrar ao eleitorado que vem arquitetando uma forma de encerrar o custoso conflito, para poder dar mais ênfase à recuperação econômica e ao combate ao desemprego.

Cerca de 25,3 milhões de norte-americanos assistiram ao pronunciamento de Obama na quarta-feira, transmitido ao vivo por nove redes de TV, segundo dados de audiência apurados pela empresa Nielsen.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAOBAMAAFEGANISTAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.