Obama busca selar vitória pela indicação democrata em Oregon

Chegando na reta final, disputa terá novo round na 3.ª; senador deve ganhar o apoio da maioria dos delegados

Efe,

19 de maio de 2008 | 15h59

O senador Barack Obama, favorito para ganhar a corrida pela indicação presidencial democrata, espera selar sua vitória nas primárias de Oregon na terça-feira, 20, enquanto sua rival Hillary Clinton parece estar disposta a continuar na batalha.   À beira da indicação, Obama prepara o grande salto Obama pede a rivais que poupem sua mulher de ataques McCain tenta distância de Bush sem renegá-lo  Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA     O clima eleitoral nos Estados Unidos está esquentando. O país prepara-se para realizar outras prévias nos Estados de Kentucky e Oregon, supondo que seja a reta final do grande processo de primárias dos democratas, que terminará em 3 de junho.   As apostas indicam que Obama parte como o favorito em Oregon, enquanto Hillary deve levar a dianteira em Kentucky. O senador por Illinois assegurou neste fim de semana que seu possível trunfo em Oregon deve consolidar sua liderança pela indicação democrata.   O progressista Estado do norte do país, onde os republicanos estão em extinção, enviará 52 delegados pela a convenção do Partido Democrata, que será realizada em agosto em Denver, no Colorado.   Obama precisa de apenas mais 17 delegados para obter a maioria do apoio dos políticos, mas, ainda com a vitória, não conseguiria os 2.025 delegados necessários para oficializar a candidatura. O pré candidato precisa do endosso de mais superdelegados, um seleto grupo de quase 800 políticos de alto escalão do partido.   Cerca de 200 superdelegados ainda não declararam seu apoio, mas Obama sustenta que a elite do partido precisa endossar a vontade expressada pelo povo através das urnas.   "Estamos prontos para dar um grande passo amanhã", informou um comunicado da campanha do senador nesta segunda, que destaca que "quando forem apurados os votos de Oregon e Kentucky, poderemos assegurar a maioria dos delegados."   A campanha de Hillary Clinton aconselhou Obama nesta segunda a não se apressar dizendo que a "missão está cumprida", uma ilusão ao slogan utilizado pela Casa Branca em maio de 2003 para declarar uma vitória no Iraque não ocorreu.   Um comunicado enviado nesta segunda por sua campanha deixa claro que Hillary seguirá "lutando com unhas e dentes" por sua candidatura, que parece ficar cada vez mais distante.   "Enquanto Obama se declara candidato de forma errônea, a senadora Hillary seguirá fazendo campanha por cada voto e defendendo o argumento que é a melhor candidata para lutar contra John McCain e ser a nossa próxima presidenta", declarou a nota.   O comitê do partido deve se reunir em 31 de maio para decidir o que será feito com os delegados da Floria e Michigan - Estados que adiantaram os resultados de suas primárias e foram anulados do processo. Enquanto a maioria aposta que Obama será o candidato democrata, parece improvável que o partido declare um vencedor antes desta reunião.   A revista The Politico, especializada na cobertura política dos Estados Unidos, apontou nesta segunda que Obama não declarará sua vitória na terça-feira. Segundo a publicação, o senador quer evitar a impressão de que não respeita Hillary e seus partidários.   A revista ainda acrescentou que uma decisão pensada reflete a absoluta confiança da campanha de Obama em que a matemática respalda a superioridade do pré-candidato de tal forma que não haveria necessidade de proclamar um trunfo abertamente, que poderia inferiorizar a ex-primeira dama americana.

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