Obama cobra prorrogação de reduções tributárias do governo Bush

O presidente Barack Obama pediu nesta segunda-feira uma prorrogação de um ano dos cortes tributários da era Bush para famílias que ganham menos de 250 mil dólares por ano, tentando colocar os republicanos na defensiva e reforçar o seu mantra de campanha de ser um defensor da classe média.

JEFF MASON E ALISTER BULL, Reuters

09 de julho de 2012 | 15h03

É improvável que a proposta de Obama influencie seus adversários no Congresso, que argumentaram que as reduções de impostos de Bush deveriam ser estendidas para todos, inclusive os que mais ganham.

"Não vamos manter a maioria dos americanos e a nossa economia reféns enquanto debatemos os méritos de outra redução de impostos para os ricos", disse Obama na Casa Branca.

Os republicanos dizem que permitir o aumento de impostos para norte-americanos mais ricos iria prejudicar os proprietários de pequenas empresas, que estão ajudando a criar empregos em uma economia em dificuldades. Obama tentou neutralizar este argumento dizendo que 97 por cento de todos os proprietários de pequenos negócios nos EUA entrariam na faixa de menos de 250 mil dólares por ano de renda.

"Não se trata de taxar os criadores de empregos, trata-se de ajudar os criadores de empregos", disse Obama.

Se vai fôlego ou não, a medida do presidente dos EUA alcança várias metas políticas. Muda o tópico da campanha --pelo menos por um dia -- do relatório de empregos escassos da semana passada e de como ele vem lidando com a economia para a "justiça fiscal" e a desigualdade na América.

Reforça a mensagem de Obama de ser o candidato que apoia a classe média, enquanto os republicanos e seu candidato presidencial, Mitt Romney, favorecem os ricos.

Também estabelece uma linha de partida para o que deve ser um debate longo sobre a redução do déficit.

Os cortes de impostos decretados pelo presidente republicano George W. Bush, antecessor de Obama, vão expirar em primeiro de janeiro.

Romney tinha sugerido ao Congresso esperar para agir sobre a questão até janeiro, quando ele espera tomar posse.

Sua campanha disse na segunda-feira que a medida de Obama iria significar "um aumento fiscal maciço" sobre as famílias, os criadores de emprego e as pequenas empresas.

"Prova mais uma vez que o presidente não faz ideia de como fazer a América voltar a funcionar e ajudar a classe média", disse a porta-voz de Romney, Andrea Saul.

Mais conteúdo sobre:
EUAOBAMAREPUBLICANOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.