Yuri Gripas/Reuters
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Obama comemora vitórias legislativas após ratificação do Start

Presidente promete que espírito de colaboração continuará na segunda metade de seu mandato

AP e Efe,

22 de dezembro de 2010 | 20h17

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou nesta quarta-feira, 22, sua satisfação pelas vitórias legislativas alcançadas nos últimos dias e prometeu que "continuará o espírito" de colaboração com os republicanos na segunda metade de seu mandato.

 

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Em coletiva de imprensa após o Senado ratificar o novo tratado de redução de armas nucleares com a Rússia, conhecido como novo Start, Obama afirmou que a aprovação "envia uma potente mensagem ao mundo". Agora, os inspetores americanos "estarão outra vez na Rússia (...). Dessa forma, poderemos confiar, mas também verificar", disse Obama, citando o ex-presidente republicano Ronald Reagan.

 

Também hoje, o presidente sancionou a lei que veta a política "Don't ask, don't tell", que proibia homossexuais de servirem abertamente nas Forças Armadas do país. Apesar do tom otimista, Obama reconheceu estar decepcionado com o Congresso, por não ter implementado outras de suas prioridades.

 

O governante reconheceu que sua maior decepção foi o Congresso não ter aprovado o projeto de lei que dá aos imigrantes legais jovens uma oportunidade de obter a cidadania se frequentarem a universidade ou servirem no Exército. A proposta foi bloqueada pelos republicanos no Senado. "Estou decidido a alcançar uma reforma de imigração", acrescentou. O presidente está de partida para o Havaí, onde passará suas férias de fim de ano.

 

Guantánamo

 

O presidente aproveitou a coletiva para reiterar sua intenção de fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, como prometido quando chegou à Casa Branca, há quase dois anos.

 

A Casa Branca reconheceu que está trabalhando em uma ordem executiva que irá criar um processo legal para os detidos que estão sendo mantidos lá indefinidamente. Foi um reconhecimento tácito de que a prisão naval dos EUA em Cuba contiará funcionando, pelo menos por enquanto.

 

Apesar de muitos de sua base liberal se oporem veementemente a detenção indefinida, Obama disse que sua equipe está tentando descobrir o que fazer com pessoas que não podem ser processadas, mas são muito perigosas para serem libertadas.

 

Eles não podem ser processados, geralmente, porque as provas contra eles vieram de interrogatórios nos quais foram usadas táticas coercitivas.

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