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Obama corre para cuidar de economia, guerras e Oriente Médio

O presidente Barack Obama começou a governar os EUA na quarta-feira, um dia depois da posse, e já mergulhou de cabeça na diplomacia do Oriente Médio, além de convocar sua equipe para discutir a recuperação econômica e os planos para encerrar a impopular guerra do Iraque. Também há sinais de que em breve ele ordenará o fechamento da polêmica prisão militar de Guantánamo. Entre os inúmeros problemas deixados pelo republicano George W. Bush, Obama prometeu dar prioridade ao velho conflito do Oriente Médio, e no seu primeiro dia como presidente telefonou para líderes israelenses e árabes afim de prometer um "envolvimento ativo" na questão, inclusive ajudando na manutenção do cessar-fogo em Gaza "Ele prometeu que os EUA fariam sua parte em tornar esses esforços bem-sucedidos, trabalhando estreitamente com a comunidade internacional", disse Robert Gibbs, o novo porta-voz da Casa Branca. Cumprindo uma promessa de campanha, o novo governo preparou uma ordem executiva determinando que dentro de um ano seja desativada a prisão de Guantánamo, encravada em Cuba, onde os EUA mantêm suspeitos de terrorismo. Práticas adotadas naquela prisão e a falta de acusações formais aos suspeitos geraram inúmeros críticas de entidades de direitos humanos, maculando a superioridade moral dos EUA no mundo. A medida ainda não foi assinada, mas assessores dizem que isso deve ocorrer ainda em janeiro. Um assessor do Congresso afirmou que isso poderia ocorrer já na quinta-feira. Uma cópia obtida pela Reuters determina que nos próximos meses o governo reveja a situação dos presos de Guantánamo e do próprio sistema de comissões (tribunais) militares criado para julgá-los. Ainda na quarta-feira, Obama discutiria estratégias para a retirada das tropas norte-americanas do Iraque com o secretário de Defesa, Robert Gates, e com comandantes militares. TELEFONEMAS AO ORIENTE MÉDIO Obama deixou claro que, na questão do Oriente Médio -- como em várias outras -- irá adotar uma política muito diferente da de Bush, duramente criticado pela omissão da maior parte do seu mandato com relação ao problema. Logo depois de entrar pela primeira vez no Salão Oval da Casa Branca depois da histórica e festiva posse de terça-feira, Obama telefonou para o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para o rei Abdullah, da Jordânia, e para o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Em breve, ele deve nomear um representante especial para o Oriente Médio -- o ex-senador George Mitchell, experiente em questões diplomáticas, está bem cotado. Fortalecendo sua atuação diplomática, o Senado aprovou na quarta-feira por 94 votos a 2 a indicação de Hillary Clinton como secretária de Estado. Voltando-se para a frente doméstica, onde os mercados seguem voláteis e os índices de desemprego se agravam, Obama reuniu-se no fim da tarde com assessores econômicos para discutir planos de recuperação. O virtual secretário do Tesouro, Timothy Geithner, sabatinado no Senado, disse que o governo vai anunciar na próxima semana medidas contra a crise econômica, a pior em sete décadas. Assessores do novo governo estão negociando com o Congresso um pacote de 825 bilhões de dólares para o estímulo à economia e a preservação de empregos. Geithner, presidente do Federal Reserve (Banco Central) de Nova York, pediu desculpas pelos "descuidados enganos" que o teriam levado a cometer sonegação fiscal, o que chegou a ameaçar sua confirmação. Senadores disseram, porém, que não há razão para que ele não seja aprovado ainda nesta semana. Ao chegar na quarta-feira para despachar no Salão Oval, Obama, primeiro presidente negro dos EUA, encontrou um bilhete deixado por Bush, num envelope com os dizeres: "Para o número 44, do número 43". Bush foi o 43o presidente dos EUA; Obama é o 44o. Antes do expediente de trabalho, Obama assistiu a um culto na Catedral Nacional de Washington, compromisso tradicional para presidentes no dia seguinte à posse. Mais tarde, em um evento televisionado, para dar as boas-vindas aos novos funcionários da Casa Branca, Obama anunciou a decisão de congelar o salário dos altos-escalões e ampliar as restrições para ex-lobistas que trabalham no governo -- medidas que correspondem a promessas de campanha no sentido de uma reforma ética. (Reportagem adicional de Jeff Mason, Caren Bohan, John Whitesides, Mark Felsenthal e David Lawder)

MATT S, REUTERS

21 de janeiro de 2009 | 21h38

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