Obama critica guerra e promete fechar Guantánamo

Senador democrata promete também se reunir com governantes de Cuba, Venezuela, Coréia do Norte e Irã

EFE

28 de novembro de 2007 | 08h57

O pré-candidato presidencial democrata americano Barack Obama reafirmou quarta-feira, 28, a sua intenção de iniciar a retirada militar do Iraque e de fechar a base militar de Guantánamo, em Cuba, se ganhar as eleições de novembro de 2008. Em seu discurso, Obama disse que os primeiros passos dos EUA para estabelecer sua autoridade moral devem ser o fechamento de Guantánamo e o aumento na ajuda contra a pobreza e a aids no mundo todo.  No fórum sobre política externa em Portsmouth (New Hampshire), o senador também expressou sua intenção de aplicar uma política de aproximação diplomática com governantes de países hoje considerados adversários dos Estados Unidos. "Nossa capacidade de liderança vem sendo reduzida por nossas próprias bravatas e pela recusa a falar com países que não são de nosso agrado", criticou. Em discursos anteriores, Obama disse que está disposto a se reunir com governantes de Cuba, Venezuela, Coréia do Norte e Irã, países abertamente antagônicos à política externa americana. Sobre o Iraque, o senador do estado de Illinois criticou "uma equivocada guerra que nunca deveria ter sido autorizada". Ele prometeu que, se eleito, iniciará a retirada das tropas americanas a partir de março de 2008. Obama, ao contrário de Hillary Clinton, sua principal rival dentro do Partido Democrata, em 2002 votou contra a intervenção militar no Iraque. Obama também alertou que o Congresso não aprovou uma intervenção militar contra o Irã, país que os EUA acusam de desenvolver um programa atômico com fins bélicos. Mas se comprometeu com uma política enérgica se o governo iraniano mantiver a sua política nuclear.

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