Obama critica política de McCain para veteranos militares

Em Porto Rico, democrata diz não entender por que republicano se opõe a bolsa de estudo para ex-militares

Agência Estado e Associated Press,

25 de maio de 2008 | 19h01

O senador democrata Barack Obama elevou neste domingo, 24, o tom de suas críticas ao candidato presidencial do Partido Republicano, o também senador John McCain. O foco das críticas são as políticas do presidente George W. Bush, de quem McCain é aliado, para os veteranos militares. Fazendo campanha em Porto Rico, Obama disse não conseguir entender por que McCain se opõe a um projeto de lei que daria bolsas de estudo em universidades para pessoas que tenham servido às Forças Armadas.   Veja também: Obama diz que permitirá viagens a Cuba, mas não suspenderá embargo Assessor de McCain renuncia por não querer atacar Obama Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA     "Agora, deixe-me ser claro: ninguém contesta o amor de John McCain por seu país, ou sua preocupação pelos veteranos. Mas isto é o que eu não entendo: por que McCain se aliou a George W. Bush para se opor a nosso plano de tornar as universidades mais acessíveis para os veteranos. Talvez Bush e McCain achem que nosso plano é generoso demais. Eu não poderia discordar mais disso", afirmou Obama.   O ataque foi feito no fim de semana prolongado do Memorial Day, o feriado de homenagem aos militares norte-americanos mortos em guerras. McCain, que era piloto da Força Aérea dos EUA durante a Guerra do Vietnã e passou seis anos como prisioneiro de guerra do Vietnã do Norte.   Brian Rogers, um dos porta-vozes de McCain, reagiu às críticas dizendo que "enquanto Barack Obama se engaja no mesmo tipo de política partidária antiquada, que deixou de ajudar nossos veteranos repetidamente, John McCain apresentou projetos de lei que vão expandir os necessários programas educacionais para os veteranos e, ao mesmo tempo, reter mais deles em nossas Forças Armadas."   A campanha de McCain diz que ele se opõe ao projeto de lei que amplias as bolsas de estudo para militares porque ele beneficia pessoas que tiverem servido às Forças Armadas por três anos; ele teme que a aprovação desse projeto encorajaria as pessoas a deixarem as Forças Armadas mais cedo, num momento em que os EUA estão combatendo duas guerras simultâneas (Iraque e Afeganistão).   Enquanto McCain já assegurou o número necessário de votos a favor na convenção do Partido Republicano, entre os democratas a disputa ainda está aberta, embora pareça cada vez mais provável que Obama será o escolhido.   Neste fim de semana, Obama obteve a adesão de mais quatro delegados para a convenção nacional do Partido Democrata, enquanto sua oponente, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, obteve apenas um. Com isso, Obama chegou a 1.974 delegados comprometidos a votar nele na Convenção nacional, apenas 52 a menos do que o necessário, enquanto Hillary tem 1.779.   Pesquisa   Uma pesquisa divulgada neste domingo indica que Obama tem 52% das preferências entre os eleitores democratas no Estado de Montana, onde haverá primárias no dia 3 de junho, enquanto Hillary tem 35% e 13% dos entrevistados disseram-se indecisos. A pesquisa, da Mason-Dixon Polling & Research, ouviu 400 eleitores de Montana entre os dias 19 e 21 de maio; a margem de erro é de 5 pontos porcentuais.

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