Alex Brandon/AP
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Obama defende envio de soldados à fronteira e insiste em reforma migratória

Obama reiterou seu medo de que 'haja um mosaico de '50 leis distintas sobre imigração nos EUA'

Efe,

27 Maio 2010 | 19h37

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta quinta-feira, 27, a mobilização de 1.200 soldados na fronteira sul e renovou seu apelo por uma reforma migratória, mas advertiu que não toma partido sobre a lei SB1070, que criminaliza a imigração ilegal no estado do Arizona.

 

"Devemos ter uma resposta integral à reforma migratória. A hora de agir é agora", disse Obama em entrevista coletiva.

 

Ele assegurou que o desdobramento de 1,2 mil soldados da Guarda Nacional, anunciado na terça-feira, ajudará em tarefas de inteligência contra o tráfico de drogas e de pessoas na fronteira com o México.

 

O presidente também explicou que "nem apoia nem se opõe" a um boicote para anular a lei contra a imigração ilegal no Arizona, porque isso "é algo que os cidadãos devem decidir".

 

O governo federal é o único que tem a autoridade de garantir que as leis de imigração nos EUA sejam cumpridas, e a lei do Arizona causou a repulsa do México e dos demais países latino-americanos, além de grupos civis em todo o país.

 

Fontes do Departamento de Justiça, que pediram anonimato, confirmaram hoje à Agência Efe que existe uma minuta com recomendações em favor de uma ação judicial, mas não quiseram oferecer um cronograma para uma decisão a respeito.

 

O Departamento já encaminhou ações contra governos estaduais sobre assuntos relacionados ao meio ambiente e aos direitos civis, mas seria a primeira vez na história recente que o tema seria migratório.

 

Obama reiterou seu medo de que, diante da ausência de uma reforma migratória, haja um mosaico de "50 leis distintas sobre imigração nos Estados Unidos".

 

Assim, ele pediu o apoio bipartidário para alcançá-la, em um encontro dominado pela crise do vazamento de petróleo no Golfo do México.

 

Por outro lado, os senadores republicanos, entre eles o ex-candidato presidencial John McCain, defendem a SB1070 e insistem na prioridade de reforçar a segurança fronteiriça.

 

Como em outras ocasiões, Obama destacou que a reforma migratória deve incluir medidas para a segurança fronteiriça e que, para sua legalização, os imigrantes ilegais devem reunir requisitos como o pagamento de uma multa e de seus impostos e saber falar inglês.

 

O líder disse estar disposto a trabalhar com os dois partidos para impulsionar a reforma - uma promessa sua como candidato em 2008 -, ao insistir na necessidade de um "espírito bipartidário para resolver o problema".

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