Obama defende medidas para aproximar Cuba pós-Fidel

Pré-candidato democrata promete liberar visitas e envio de dinheiro para cubano-americanos

Efe,

21 de agosto de 2007 | 08h20

O pré-candidato presidencial democrata americano Barack Obama defendeu uma estratégia de "pequenos passos" que permitam aos Estados Unidos "manter a possibilidade de negociar uma abertura democrática com um governo cubano posterior a Fidel Castro". Em artigo publicado nesta terça-feira, 21, pelo jornal The Miami Herald, o senador democrata defende a necessidade de uma "clara estratégia para conseguir uma abertura democrática em Cuba", que considera "o principal alvo político". Na sua opinião, os EUA precisam de "uma estratégia que dê alguns passos limitados para disseminar a mensagem da liberdade, mas que preserve a capacidade de negociar em nome da democracia com um governo posterior a Fidel". Barack Obama, que se encontra em campanha de coleta de fundos na Flórida (EUA), quer que o governo "ajude aos cubanos a serem menos dependentes de Fidel". Para Obama, "a Administração Bush realizou grandes gestos, mas cometeu erros gritantes quando se trata de avançar realmente na causa da democracia e da liberdade de Cuba". Ele citou como exemplo as restrições impostas aos cubano-americanos para visitar seus parentes na ilha e enviar dinheiro. "Essa decisão não só teve um profundo impacto negativo no bem-estar do povo cubano mas tornou as pessoas mais dependentes ainda do regime, isoladas da mensagem transformadora enviada pelos cubano-americanos", analisou. Obama prometeu, caso seja eleito presidente em 2008, "conceder a todos os cubano-americanos direitos ilimitados para visitar seus parentes e enviar dinheiro a Cuba". Ele lembrou que "infelizmente" o desaparecimento de Fidel não necessariamente significa a chegada da liberdade ao país. "Se um governo pós-castrista começar a abertura de Cuba à democracia, os EUA estão prontos para dar passos rumo à normalização das relações e relaxar o embargo que domina as relações entre os dois países há cinco décadas", disse.

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