Obama defende reforma educacional para estimular crescimento

O presidente Barack Obama propôs na terça-feira a ampliação do ano letivo e de aumentos salariais para os melhores professores, como parte de um esforço para ajudar os estudantes norte-americanos a futuramente recuperarem a liderança na competitiva economia mundial. Os EUA têm uma das maiores taxa de evasão escolar no mundo industrializado, e seus alunos costumam ter notas bem inferiores aos de colegas de outros países ocidentais em testes de leitura e matemática. Um pouco mais de metade da população tem apenas o diploma do ensino fundamental. Um em cada dois universitários abandona a faculdade antes da graduação. "Apesar dos recursos que não têm igual em qualquer lugar do mundo, deixamos nossas notas despencarem, nossas escolas ruírem, a qualidade dos nossos professores ficar aquém, e que outras nações nos ultrapassem", disse Obama à Câmara Hispânica de Comércio dos EUA. "O futuro pertence à nação que melhor educar seus cidadãos, e, meus compatriotas americanos, temos tudo o que precisamos para ser tal nação", acrescentou. O presidente apresentou a iniciativa educacional como parte de um projeto mais amplo para promover a retomada do crescimento econômico no país, que enfrenta uma grave recessão e sua pior crise financeira em várias décadas. Seu plano inclui uma ênfase no ensino "do berço à carreira", e a expansão dos programas educacionais para a primeira infância, que receberam verbas de 35 bilhões de dólares no pacote de estímulo econômico de 787 bilhões de dólares recentemente aprovado pelo Congresso e sancionado por Obama. (Reportagem adicional de Matt Spetalnick)

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