Obama descreve como vitória decisão de Suprema Corte sobre saúde

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira implementar e melhorar sua lei de sistema de saúde depois que a Suprema Corte a confirmou, uma decisão que o presidente descreveu como uma vitória para os norte-americanos e que deve dar uma pausa à luta sobre a reforma.

Reuters

28 de junho de 2012 | 17h21

"O mais alto tribunal na terra se exprimiu. Continuaremos implementando esta lei e iremos trabalhar juntos para melhorá-la onde pudermos", disse Obama na Casa Branca.

"O que não faremos -o que o país não pode se dar ao luxo de fazer- é voltar a combater as batalhas políticas de dois anos atrás ou voltar a o que as coisas eram. Com o anúncio de hoje, é hora de seguirmos em frente."

A lei polêmica era a marca de uma conquista em política doméstica de Obama e a realização de uma promessa que ele fez como candidato presidencial em 2008.

O adversário de Obama na eleição presidencial deste ano, o republicano Mitt Romney, prometeu apelar da decisão se vencer a disputa.

Obama acenou para os sucessos políticos que confirmou com a lei e disse que entendia "as preocupações muito reais" que milhões de norte-americanos compartilhavam sobre ela.

"Não importa a política, a decisão de hoje foi uma vitória para as pessoas em todo este país, cujas vidas estarão mais seguras por causa desta lei, e a decisão da Suprema Corte de confirmá-la", ele disse.

"Deveria estar bem claro agora que eu não fiz isso porque era boa política. Eu fiz porque acreditava ser bom para o país. Eu fiz porque acreditava ser bom para o povo americano."

A Casa Branca pareceu querer evitar a impressão de cantar vitória com a decisão da Suprema Corte. Obama falou de maneira melancólica e não aceitou questões da imprensa antes de sair da East Room, o mesmo local que usou para anunciar a morte do líder da Al Qaeda Osama bin Laden no ano passado.

(Reportagem de Jeff Mason, Alister Bull e Laura MacInnis)

Mais conteúdo sobre:
EUASAUDEVITORIAOBAMA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.