Obama determina revisão da política para Afeganistão e Paquistão

O presidente dos EUA, Barack Obama, determinou que diversas agências do governo reavaliem as políticas para o Paquistão e o Afeganistão antes da cúpula da Otan, em abril, anunciou a Casa Branca nesta terça-feira. O porta-voz Robert Gibbs afirmou que Bruce Riedel, ex-agente da CIA e hoje pesquisador-sênior do Instituto Brookings, em Washington, irá coordenar a revisão. Ele deve examinar tanto os aspectos militares quanto os não-militares, e apresentará suas conclusões diretamente a Obama e ao assessor de segurança nacional, Jim Jones, disse Gibbs a jornalistas a bordo de um voo com Obama para a Flórida. Ele acrescentou que a comissão terá como copresidentes Richard Holbrooke, recém-nomeado representante especial de Obama para o Afeganistão e Paquistão, e Michele Flournoy, que foi confirmada na segunda-feira como subsecretária de Defesa para assuntos políticos. Obama disse em entrevista coletiva na segunda-feira que os Estados Unidos precisariam de uma abordagem mais ampla para terem sucesso na resolução do conflito afegão. "Vamos precisar de uma coordenação mais efetiva dos nossos esforços militares com os esforços diplomáticos, com os esforços pelo desenvolvimento, com uma coordenação mais efetiva com nossos aliados a fim de que tenhamos sucesso", disse Obama. Holbrooke está na região em busca de formas para conter a insurgência do Taliban no Afeganistão e para combater a presença da Al Qaeda nesse país e no vizinho Paquistão, onde ele se reuniu com o presidente Asif Ali Zardari, com o primeiro-ministro Yousaf Raza Gilani e com o comandante do Exército, general Ashfaq Kayani. As autoridades paquistanesas disseram a Holbrooke que o plano norte-americano de duplicar seu contingente no Afeganistão nos próximos 18 meses só vai funcionar se for acompanhado de um envolvimento político com moderados do Taliban. "Obviamente há elementos irreconciliáveis e ninguém quer lidar com eles..., mas há um elemento reconciliável e não deveríamos ignorar sua importância", disse o chanceler paquistanês, Shah Mehmood Qureshi. Os EUA pretendem elevar seu contingente no Afeganistão para cerca de 60 mil soldados.

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