Martin H. Simon/Efe
Martin H. Simon/Efe

Obama deve abordar reforma migratória em discurso amanhã

Compromisso não firmado desde 2009 preocupa comunidade latina, que ajudou a eleger presidente

Efe,

26 de janeiro de 2010 | 20h08

O presidente Barack Obama deve deixar claro em seu discurso desta quarta-feira, 27, sobre o "Estado da União", que seu compromisso com a reforma migratória em 2010 não é simples retórica populista.

 

Veja também:

linkRelatório sobre Orçamento dos EUA destaca desafios de Obama

linkObama vai receber perguntas sobre discurso pelo 'YouTube'

linkBin Laden e Al-Qaeda estão enfraquecidos, diz Obama

 

A comunidade latina estará atenta à primeira mensagem de Obama durante uma sessão conjunta do Congresso. Ainda que este seja um tema inóspito para a aprovação do governo Obama este ano, grupos como o Conselho nacional da Raça (NCLR, na sigla em espanhol) esperam que a reforma migratória, promessa não cumprida desde o início de 2009, esteja incluída na pauta do presidente amanhã.

 

 

Em jogo, está o destino de doze milhões de imigrantes ilegais que, apesar de serem tratados como cidadãos de segunda classe, contribuem para o crescimento econômico do país, segundo estudos recentes.

 

Em uma entrevista na manhã desta terça-feira, 27, ao canal de televisão ABC, Obama disse que prefere ser "um presidente de um só mandato, mas muito bom, do que um medíocre de dois".

 

"Há uma tendência em Washington de crer que nossa tarefa como funcionários eleitos é reeleger-se (...), mas nosso trabalho é resolver os problemas e ajudar as pessoas", disse.

 

É o que espera a comunidade hispânica, cujo voto foi decisivo para seu triunfo eleitoral em novembro de 2008.

 

Segundo fontes democratas, o discurso sobre o "Estado da União" estará repleto de referências à reforma da saúde, criação de empregos, o déficit fiscal, e abordará também assuntos como a reforma financeira e energética e a educação. A Casa Branca garante que a fala de Obama irá tratar do rumo futuro do pais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.