Obama discute crise global com chanceler chinês

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o chanceler chinês, Yang Jiechi, discutiram na quinta-feira formas de recuperar a economia mundial, e concordaram em colaborar para evitar a repetição de incidentes navais como o desta semana.

CAREN BOHAN, REUTERS

12 de março de 2009 | 22h11

"Os dois concordaram que a China e os EUA devem trabalhar proximamente e urgentemente, como duas das principais economias do mundo, para estabilizar a economia global por meio do estímulo à demanda interna e externa, e para tornar os mercados de crédito fluidos", disse a Casa Branca em nota após a reunião.

EUA e China viveram uma semana de tensão por causa de um incidente ocorrido no domingo no mar do Sul da China, quando cinco embarcações da Marinha chinesa se aproximaram ameaçadoramente de um navio militar dos EUA que fazia um levantamento do leito marinho.

Os Estados Unidos disseram que seu navio, o Impeccable, estava em águas internacionais. Já oficiais chineses disseram que a embarcação norte-americana violou a soberania da China.

Após se encontrar na quarta-feira com os secretários Hillary Clinton (Estado) e Timothy Geithner (Tesouro), Yang foi na quinta-feira à Casa Branca para os encontros com Obama e com o assessor de Segurança Nacional, o general James Jones.

De acordo com nota da Casa Branca, Jones, durante o encontro com Obama, citou o incidente do fim de semana. A nota disse que Obama "salientou a importância de elevar o nível e a frequência do diálogo entre militares de EUA e China, a fim de evitar futuros incidentes".

A Casa Branca diz que a reunião com Yang havia sido agendada antes do incidente naval, e que foi um gesto de reciprocidade pelo encontro de Hillary com o presidente Hu Jintao no mês passado em Pequim.

A poucas semanas da cúpula do G20 em Londres, a nota disse que Obama e Yang estavam em sincronia quanto à mensagem que Washington tem enfatizado, a de que os países deveriam usar estímulos fiscais para recuperar suas economias.

Obama também enfatizou a Yang sua opinião de que os desequilíbrios comerciais globais precisam ser resolvidos, disse a nota.

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