Obama diz não pressionar Canadá para reforço no Afeganistão

Presidente americano agradece ajuda e afirma não pedir mais colaboração; Otan se reúne para rever conflito

Agências internacionais,

19 de fevereiro de 2009 | 17h40

O presidente americano Barack Obama disse nesta quinta-feira, 19, não ter pressionado o primeiro-ministro canadense Stephen Harper para o envio de tropas adicionais ao Afeganistão, mas o agradeceu pela colaboração do país. "Certamente não pressionei o primeiro-ministro para nenhum comprometimento adicional além daqueles já feitos", declarou Obama em entrevista coletiva com Harper.   Veja também: EUA alertam que 'todos devem fazer mais' no Afeganistão Dossiê Estado: Guantánamo afegã põe presos no limbo Dossiê Estado: Afeganistão se converte na guerra de Obama  Fotos do giro de repórter do 'Estado' no Afeganistão     "Tudo o que eu fiz foi cumprimentar o Canadá, não apenas pelas tropas, mas pelo fato do Afeganistão ser o país que mais recebe auxílio canadense", continuou Obama. "O consenso é de que a situação se está deteriorando no Afeganistão". Tanto Canadá quanto EUA pedem que mais países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentem sua contribuição para estabilizar o Afeganistão. Porém, o governo canadense já anunciou que pretende retirar seus 2,5 mil soldados do sul afegão até 2011.   No cargo há um mês, Obama anunciou nesta semana um reforço de 17 mil soldados para o Afeganistão, onde a batalha contra a insurgência Taleban vem se dificultando. Nesta quinta, os ministros de Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram para revisar a estratégia do conflito.   Os EUA esperam que a Otan se comprometa a aumentar seu contingente, atualmente em 56 mil homens. Outros 9 mil soldados estrangeiros, que não fazem parte da Otan, também atuam no território afegão. Itália e Alemanha adiantaram-se ao pedido americano e anunciaram na quarta um aumento de seus efetivos até o meio do ano. Berlim enviará um contingente extra de 600 soldados e Roma, 500. A Austrália, país que não faz parte da Otan, mas tem mil soldados no Afeganistão, também deu sinais de que poderá reforçar seu contingente.  

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