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Charles Dharapak/AP
Charles Dharapak/AP

Obama diz não se preocupar com procedimentos para aprovar reforma na saúde

Democratas podem usar tática para que Câmara aprove reforma sem voto de republicanos

Efe,

17 de março de 2010 | 20h44

O presidente Barack Obama afirmou nesta quarta-feira, 16, que a disputa no Congresso sobre a possível aprovação da reforma da saúde sem um voto formal, prevista para esse fim de semana, não o preocupa.

 

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"Não passo muito tempo me preocupando sobre quais são os regulamentos do procedimento na Câmara de Representantes ou no Senado", disse Obama em uma entrevista ao canal Fox News, da qual uma parte foi adiantada à imprensa.

 

"O que posso dizer é que o voto que for feito na Câmara de Representantes será um voto para a reforma da saúde (...). Se votarem contra, votarão contra a reforma de cuidados médicos e a favor do status quo", advertiu o governante.

 

Em uma séria de viagens e discursos pelo país, Obama se envolveu em uma intensa campanha de persuasão a favor de uma reforma que ampliará a cobertura médica, regulará as seguradoras e reduzirá os custos dos cuidados médicos.

 

Esta foi a primeira vez que Obama se pronunciou publicamente sobre a furiosa disputa entre democratas e republicanos por uma tática parlamentar denominada "deem and pass" em inglês, que permite à Câmara de Representantes aprovar a versão da reforma já liberada pelo Senado sem um voto formal.

 

A hierarquia democrata na câmara baixa não apoia essa opção legislativa, já que a maioria dos democratas se opõe à versão da medida aprovada pelo Senado, devido a assuntos espinhosos que vão desde a exclusão da "opção pública" até questões sobre o aborto.

 

Os republicanos, em geral, criticam que os democratas estão violando as regras com o uso desta tática parlamentar, e planejam votar nesta quinta uma resolução que exija o registro de um voto formal e decisivo para que a reforma seja aprovada.

 

Obama tem prevista em sua agenda para o próximo domingo um giro pela Austrália e Indonésia, e os líderes republicanos prometeram fazer o possível para bloquear o plano de reforma e obrigar que a medida seja projetada do zero novamente.

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