Obama diz que ajudaria Irã e Síria por 'bom comportamento'

Em entrevista ao 'NYT', pré-candidato à Presidência defende incentivos aos países por 'diplomacia pessoal'

Efe,

02 de novembro de 2007 | 09h37

O senador democrata e pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama disse que estaria disposto a oferecer incentivos econômicos ao Irã, se o governo iraniano mudasse de atitude e parasse de se intrometer no Iraque e de cooperar com o terrorismo, informa hoje o jornal The New York Times. Em entrevista ao NYT, Obama, que disputa com a senadora Hillary Clinton a indicação do Partido Democrata, afirmou que se chegar à Casa Branca não pediria uma mudança no regime iraniano, e sim ofereceria incentivos ao Irã e à Síria, com a condição de que mudassem seu comportamento. O senador democrata disse que adotaria uma "diplomacia pessoal agressiva" para conseguir, por exemplo, que o Irã renuncie ao desenvolvimento de armas nucleares, à intervenção no Iraque e a apoiar grupos terroristas. "Irã e Síria começariam a mudar de comportamento se começassem a receber incentivos. Mas até agora o único incentivo que existe é a sugestão de nosso presidente de que, se eles fizerem o que mandarmos, talvez não lancemos bombardeios", disse Obama. "Estamos dispostos a oferecer algumas garantias, dependendo de certa demonstração de boa-fé por parte deles. Acho importante comunicar que não estamos empenhados na mudança do regime em si, mas esperamos mudanças em seu comportamento. Dispomos tanto de cenouras quanto de paus para responder às mudanças de comportamento", explicou. O senador por Illinois, quem é membro da comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que estaria disposto a examinar a adesão de Irã e Síria à Orgnização Mundial do Comércio e a estudar formas de "assegurar as relações econômicas que ajudem suas economias a crescer".

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