Obama diz que Bush o acusa de ser conciliador com ditadores

Presidente diz que negociação com 'grupos terroristas' defendida por 'alguns' é como dialogar com nazistas

Efe,

15 de maio de 2008 | 15h03

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, 15, que a Casa Branca o acusa injustamente de ser conciliador com os ditadores, em referência a afirmações feitas em Israel pelo presidente George W. Bush diante do Parlamento israelense. Bush afirmou ainda que negociar com o "grupos terroristas", referindo-se ao Hamas, é como conversar com os nazistas antes da Segunda Guerra Mundial.  Veja também:Bush diz que aliança com EUA é 'inquebrável'Confira a disputa em cada Estado Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  O líder americano mencionou em discurso perante o Parlamento israelense que "alguns parecem crer" que se deveria negociar "com os terroristas e radicais, como se algum argumento engenhoso fosse persuadi-los de que estão errados". Bush afirmou que é uma "falsa ilusão" que outros tiveram antes: "Quando os tanques nazistas cruzavam a Polônia em 1939, um senador americano declarou: 'Meu Deus, se pudesse ter falado com Hitler, tudo isto poderia ter sido evitado'". O presidente americano insistiu em que a história "desacreditou reiteradamente" esse tipo de atitude conciliadora. Obama, que durante sua campanha pela candidatura presidencial democrata expressou seu interesse em se reunir com os líderes de países como Cuba ou Irã, respondeu às afirmações que a Casa Branca ressalta que não eram dirigidas a ele. "É triste que o presidente Bush use um discurso perante o Knesset (Parlamento israelense), por ocasião do 60.º aniversário da independência de Israel, para lançar um ataque político falso", disse o senador por Illinois em comunicado. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, negou de Israel que Bush estivesse se referindo a Obama. "Há muitos que sugeriram este tipo de negociações com pessoas com as quais o presidente Bush não acredita que deveríamos falar", afirmou Perino. "Entendo que quando alguém está concorrendo pela Presidência pensa que o mundo gira a seu redor, mas isso nem sempre é certo e não é, neste caso", acrescentou. O candidato presidencial republicano, John McCain, criticou insistentemente Obama por dizer que se reuniria com o chefe de Estado cubano, Raúl Castro, sem impor condições. McCain ressalta que só falará com Cuba depois que Cuba realizar eleições livres.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.