Obama diz que CIA 'torturou algumas pessoas' depois do 11 de Setembro

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta sexta-feira que a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) "torturou algumas pessoas" depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 e que a Casa Branca entregou ao Congresso um relatório de uma investigação sobre as "técnicas avançadas de interrogatório".

REUTERS

01 de agosto de 2014 | 19h15

"Fizemos um monte de coisas certas, mas torturamos algumas pessoas. Fizemos algumas coisas que eram contrárias a nossos valores", afirmou Obama em entrevista à imprensa.

O comentário foi uma reafirmação de sua decisão de proibir o uso de técnicas de interrogatório, como a simulação de afogamento, pouco depois de assumir o cargo, em janeiro de 2009.

O governo do presidente George W. Bush, antecessor de Obama, autorizou o emprego de métodos violentos de questionamento de militantes detidos na esteira dos ataques de 2001 depois de decidir que eles não chegavam a ser tortura.

Obama disse a repórteres que as técnicas foram usadas porque os EUA temiam que outros ataques fossem iminentes.

“É importante que, em retrospecto, não sejamos muito moralistas a respeito do trabalho duro que essas pessoas tiveram”, afirmou. “Muitas delas estavam trabalhando sob enorme pressão e são verdadeiros patriotas".

(Por Roberta Rampton, Steve Holland e Mark Felsenthal)

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