Obama diz que EUA buscarão justiça em derrubada de avião da Malásia

Presidente visitou hoje embaixada da Holanda, em Washington, para assinar livro de condolências

ROBERTA RAM, REUTERS

22 de julho de 2014 | 17h55

Os Estados Unidos não descansarão até que a justiça seja feita no caso da derrubada do avião da Malaysia Airlines sobre o leste da Ucrânia, prometeu o presidente norte-americano, Barack Obama, no livro de condolências das vítimas nesta terça-feira.

Obama visitou a embaixada da Holanda, em Washington, para assinar o livro. Das 298 pessoas mortas no incidente de 17 de julho sobre uma área controlada por separatistas pró-Rússia, 193 eram holandesas.

“Não há palavras para expressar adequadamente a tristeza que o mundo sente com esta perda, e os profundos laços de amizade entre nossos dois países a tornam ainda mais contundente”, escreveu o mandatário no livro.

“Unidos por esta amizade, não descansaremos até termos certeza de que a justiça foi feita”, acrescentou.

A Casa Branca declarou que os EUA receberam bem as notícias de que os restos mortais das vítimas e as caixas-pretas do avião estão sendo transferidos para a Holanda.

Mas o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse a repórteres: “Não acho que ainda tenhamos visto o nível de cooperação com investigadores internacionais que gostaríamos de ver".

Os investigadores ainda precisam ter acesso irrestrito ao local da queda, afirmou Earnest.

Nesta terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que seu país tentará fazer com que os separatistas ucranianos cooperem com a investigação sobre a queda, mas que o Ocidente precisa fazer mais para persuadir o governo da Ucrânia a encerrar as hostilidades.

Em um boletim à imprensa, Earnest pediu que Putin cumpra seu compromisso de intervir com os rebeldes no inquérito e foi mais além, afirmando que “realmente precisamos que a Rússia demonstre algum respeito pela integridade territorial da Ucrânia”.

Mais tarde, Obama partiu para uma viagem de três dias para os Estados de Washington e Califórnia que será pautada por eventos de arrecadação para candidatos democratas ao Congresso.

Atento às preocupações de que Obama possa enviar a mensagem errada deixando a capital durante as crises envolvendo a Ucrânia e Israel, Earnest avisou que a participação de Obama no programa de variedades "Jimmy Kimmel Live" foi cancelada.

O porta-voz se desviou de perguntas sobre a viagem de Obama, dizendo que o presidente é capaz de desempenhar suas tarefas mesmo em viagem.

“Se fizermos algumas alterações no calendário, elas refletirão a necessidade do presidente de reorganizar o calendário para poder cumprir suas funções como comandante-em-chefe”, afirmou Earnest.

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