Obama diz que morte de líder rebelde é chance para a Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou seu colega colombiano Juan Manuel Santos nesta sexta-feira pela ação do Exército que resultou na morte de um alto comandante rebelde.

REUTERS

24 de setembro de 2010 | 16h54

Segundo Obama, essa baixa na guerrilha aumentará a estabilidade e o desenvolvimento na América do Sul.

Obama se reuniu com Santos --empossado em agosto-- durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, um dia após o Exército colombiano ter anunciado a morte do líder rebelde "Mono Jojoy" em um ataque a bomba em um campo guerrilheiro.

"Ontem foi um grande dia para a população da Colômbia e para aqueles que estão buscando a paz na região", disse Obama em uma sessão de fotos com Santos antes da reunião.

Referindo-se às Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), Obama afirmou que os colombianos "têm sido incomodados por essa insurgência do terror durante um grande período".

"Como consequência do sucesso das forças de segurança colombianas, eu acredito que agora temos a chance de ver uma estabilidade continuada na Colômbia e na região", declarou Obama.

"E isto criará prospectos para paz e o desenvolvimento sob a liderança do presidente Santos. Então, eu o parabenizo", acrescentou o presidente norte-americano.

As Farc foram enfraquecidas após oito anos de uma campanha, com ajuda dos EUA, que matou chefes guerrilheiros e forçou os rebeldes a se refugiarem em montanhas e regiões da selva.

O grupo já teve 17.000 soldados, mas agora possui cerca de 8.000 combatentes.

(Reportagem de Steve Holland)

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