Obama diz que permitirá viagens a Cuba, mas não suspenderá embargo

Em discurso a organização anticastrista na Flórida, democrata falou de sua estratégia para América Latina

AP e Efe,

23 de maio de 2008 | 17h32

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou nesta sexta-feira, 23, em Miami, que caso chegue à Casa Branca, mudará radicalmente a política de Washington em relação à América Latina, incluindo uma nova estratégia com relação à Cuba, permitindo viagens à ilha e o envio de remessas "sem limites", embora tenha disto que deve manter o embargo à ilha. Veja também:Assessor de McCain renuncia por não querer atacar ObamaObama elogia Hillary e critica McCain em viagem a FlóridaConheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Obama disse ainda que não tolerará que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) recebam ajuda de países do continente. O pré-candidato criticou ainda a política do presidente George W. Bush para a região e as posições do virtual candidato republicano, John McCain.  Em um almoço organizado pela entidade anticastrista Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA), Obama  disse que seu governo se comprometerá de maneira direta com o hemisfério americano e lançará uma iniciativa regional para o combate ao narcotráfico e à corrupção. "É o momento de uma nova aliança das Américas", disse Obama em sua apresentação perante uma platéia composta de 850 pessoas que pagaram US$ 150 para almoçar com ele. "É a hora de os Estados Unidos voltarem a estender uma mão de ajuda que seja um raio de esperança", disse. "Depois de oito anos de políticas fracassadas, necessitamos de uma agenda que promova a democracia, a segurança e a oportunidade". Referindo-se à sua estratégia em relação a Cuba, Obama negou que tenha tentado se reunir com o atual presidente da ilha, Raúl Castro, como havia dito seu rival John McCain. "É hora de permitir que os cubano-americanos vejam seus familiares na ilha. É hora de permitir que o dinheiro cubano-americano diminua a dependência dessas pessoas do regime de Castro".  A política anunciada por Obama difere um pouco da adotada pelo atual presidente americano, George W. Bush, que, em 2004, pôs em vigor várias normas que permitem a cubano-americanos e americanos visitarem parentes diretos na ilha uma vez a cada três anos, mas proíbe contatos com familiares como tios ou primos. No ato desta sexta-feira, o senador prometeu, que um dos primeiros passos que dará em relação a Cuba, caso seja eleito, estará dirigido à libertação dos presos políticos. Obama ainda disse que denunciará qualquer tipo de apoio de governos da região às Farc e que apoiará a "luta do governo colombiano contra a guerrilha". Em uma referência indireta ao Tratado de Livre Comércio com a Colômbia, que está parado do Congresso americano, o senador por Illinois disse rechaçar o ponto de vista de McCain e Bush de que "quelaquer acordo comercial é um bom acordo'.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.