Obama diz que republicanos Perry e Romney são rivais 'críveis'

Em entrevista a NBC, presidente diz não estar preocupado com seus baixos índices de aprovação popular

REUTERS

12 Setembro 2011 | 10h08

Mitt Romney (esquerda) e Rick Perry (direita) em debate dos pré-candidatos republicanos na semana passada  

 

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera Rick Perry e Mitt Romney, principais aspirantes republicanos à Casa Branca, como candidatos "críveis" para desafiá-lo em 2012.

Obama fez as declarações em uma entrevista à NBC News, a ser exibida na segunda-feira, 12.

Em trechos divulgados antecipadamente pela emissora, o presidente democrata diz não estar preocupado com seus baixos índices de aprovação popular. Afirmou também que considera as teses difundidas pelo movimento conservador Tea Party como uma parte permanente da política norte-americana.

Faltando 14 meses para a eleição presidencial de 2012, e com o desemprego acima de 9 por cento, os republicanos consideram que Obama está cada vez mais vulnerável nas urnas.

"A verdade é que o povo norte-americano passou pela pior crise econômica desde a Grande Depressão, e está compreensivelmente impaciente", disse Obama, segundo transcrição divulgada pela NBC.

"E posso lhes dizer: 'Olhem, todas as medidas que tomamos foram ações corretas; se não tivéssemos tomado essas medidas, as coisas seriam bem piores'. Mas, no fim das contas, o desemprego ainda está em 9 por cento."

Questionado sobre Perry, o governador do Texas e agora visto como favorito para receber a indicação republicana em 2012, Obama disse: "Ele é o governador de um grande Estado. E, sabe, sem dúvida é um candidato crível, como o sr. Romney (ex-governador de Massachusetts) e todo um monte de outras pessoas."

Obama não quis responder a críticas específicas feitas por rivais, e disse não estar preocupado com as pesquisas. "Uma das coisas que aprendi desde muito cedo é a não me preocupar com as pesquisas, porque se eu fosse me preocupar com as pesquisas não estaria sentado aqui. Eu estava cerca de 30 pontos (percentuais) atrás nesta época quando concorri à presidência pela primeira vez."

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